O Sindicato vem recebendo constantes reclamações de bancários sobre as condições de trabalho ruins nas unidades do banco no Espírito Santo. “Diversas são as ocasiões em que os funcionários do BB se veem em ambientes de trabalho insalubres, condições precárias, além da pressão diária que sofrem para cumprimento de metas. Isso causa estresse, adoecimento e muitos chegam à apatia, por perderem a coragem de reagir. Os bancários precisam utilizar os canais de denúncia do Sindicato para relatar quaisquer dessas situações”, afirma a diretora do Sindicato Claudia Patricia Ribeiro. A entidade está cobrando providências da direção do banco.
“Aqui na agência o clima é péssimo. Temos funcionários afastados por questões psicológicas, a agência está desgovernada. A forma como a [Superintendência] Regional manda transmitir as ordens para os funcionários é surreal. Tem muita gente adoecendo. E a Gepes (Gerência de Pessoas) não nos dá amparo”, afirmou uma bancária que não será identificada para evitar retaliações, referindo-se à pressão para o cumprimento de metas numa agência com carência de pessoal.
“As agências Rio Bananal, Lagoa do Meio e Sooretama chamaram dois concursados cada. Dos seis, três já pediram para sair nas primeiras semanas. Por que tanta desistência?”, questiona um bancário da região Norte, indicando que as condições de trabalho por lá não estão nada boas.
Na agência Cachoeiro, três funcionários estão em licença devido a problemas de saúde.
Ar condicionado
Além da pressão por metas e carência de pessoal, os funcionários do BB encaram o calor intenso que faz no Estado muitas vezes sem a climatização necessária. Em março, todo o prédio e a agência da Praça Pio XII ficaram sem refrigeração por dias. Na mesma semana, os funcionários da agência Cariacica também trabalharam sem ar condicionado. No final de março foram os bancários da agência Rubem Braga, no município de Cachoeiro de Itapemirim, que ficaram no calor.
“As agências Cariacica, Rubem Braga e Jardim da Penha tiveram fios da rede elétrica roubados. Como está a segurança nessas unidades? Quais os cuidados necessários para evitar esse tipo de situação?”, questiona a diretora do Sindicato Goretti Barone.
Ela destaca os problemas na logística de suporte às agências no Espírito Santo, pois a direção do BB, além de centralizar os serviços em algumas capitais, reduziu bastante o número de trabalhadores nesses setores. “Aqui temos um engenheiro para atender a demanda do Estado, que, por ironia, não fica lotado no Espírito Santo”, diz a diretora, reforçando que denúncias devem ser encaminhadas ao Sindicato para que as cobranças aos setores competentes do banco continuem sendo feitas.

