Intransigência e irresponsabilidade marcam a postura da direção do Banco do Brasil, mais uma vez. Em reunião realizada nesta quarta-feira, 22, com a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), o banco afirmou que não irá rever a medida de convocação de retorno ao trabalho presencial dos empregados e empregadas que coabitam com pessoas de risco à covid-19. A alegação da direção do BB é que essa é uma opção administrativa, que cabe, portanto, ao gestor convocar ou não bancários nessas condições.
No entanto, o comunicado emitido pelo banco é confuso e, mais uma vez, a direção do BB joga a responsabilidade nas mãos dos gestores das unidades. “A direção do BB não faz gestão de pessoas há muito tempo. A forma de conduzir é instaurando um clima de terror e medo através do assédio moral, provocando o adoecimento dos bancários. Essa medida evidencia a falta de responsabilidade da direção do BB com a saúde dos empregados e de seus familiares e como o BB segue à risca as orientações do governo genocida de Bolsonaro, sob o comando de Paulo Guedes e Rubem Novaes”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.
A possível convocação ao retorno do trabalho presencial a partir de segunda-feira, 27, pode impactar na vida de 11.662 empregados e empregadas que se autodeclararam como coabitantes com pessoas de grupos de risco. Além disso, muitos bancários e bancárias têm filhos na idade escolar e não tem onde ou com quem deixar as crianças.
Atenção bancário e bancária!
Assim como houve um termo que teve que ser assinado por aqueles que se autodeclararam coabitantes com pessoas do grupo de risco, as convocações para retorno ao trabalho presencial também devem ser feitas por escrito. Não aceite chamado de retorno via mensagem SMS, Whatsapp ou por ligação telefônica. Os empregados e empregadas que coabitam com pessoas do grupo de risco devem analisar com cautela todos os riscos inerentes à volta ao trabalho nas unidades e buscar orientações com o médico que acompanha o seu familiar.
A diretora do Sindibancários/ES alerta ainda que os gestores que convocarem bancários que coabitam com pessoas do grupo de risco serão responsabilizados caso algum deles seja contaminado pela covid-19. “Os gestores não devem assumir essa responsabilidade que a direção do BB quer empurrar para cima deles. Se houver qualquer problema com o familiar de um bancário ou bancária que foi convocado, o gestor será responsabilizado. Ainda temos muitos municípios enquadrados no risco de alto para contaminação. Por isso que as medidas de isolamento social, dentre elas o home office, ainda devem ser mantidas”, enfatiza Goretti.
O bancário ou bancária que coabita com pessoas do grupo de risco que se sentir pressionado a retornar ao trabalho presencial deve procurar o Sindibancários/ES. No Espírito Santo, o Sindibancários/ES já agendou uma reunião com a Superintendência regional para esta sexta-feira, 24, às 11 horas, para discutir a medida.

