Mesmo possuindo motivação política pertinente e fundamentação constitucional reconhecida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), o Banco do Brasil não reconheceu a legalidade e a legitimidade da greve geral do dia 28 de abril. O banco cortou o ponto dos funcionários que aderiram, bem como daqueles que, mesmo não aderindo espontaneamente, não puderam chegar aos locais de trabalho devido às manifestações realizadas.
Diante da intransigência do BB, a Contraf solicitou negociação sobre o corte de ponto, tanto do dia 28/04 quanto dos dias 15/03 e 31/03, quando ocorreram mobilizações de preparação à greve geral. O Sindibancários/ES acompanhará o andamento das negociações, já preparado para tomar outras medidas cabíveis caso estas sejam frustradas.
Todos os requisitos legais para a realização da greve foram seguidos e a categoria foi convocada para assembleia (realizada no dia 19/04) referente ao assunto. Além disso, o movimento contou com ampla divulgação nos informativos da categoria e foi anunciado por sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais de abrangência no país inteiro.
“As reformas trabalhista e da previdência põe por terra as conquistas históricas dos trabalhadores, fazendo retroceder os direitos da população aos níveis do início da Revolução Industrial. Sabemos que nem sempre conquistamos resultados imediatos ou a integralidade de nossas reivindicações, mas fizemos uma greve forte e importante no contexto em que vivemos. Prezamos por nossas reivindicações e lançaremos mão de todos os expedientes ao nosso alcance caso não haja avanço no reconhecimento, pelo banco, dos direitos dos trabalhadores”, avalia Thiago Duda, diretor do Sindibancários/ES.

