A Comissão de Empresa dos Bancários se reuniu com o Banco do Brasil, em Brasília, na quinta-feira, 1, para mais uma rodada de negociação sobre o processo de reestruturação implementado pelo governo golpista no último mês.
No encontro, a Comissão apresentou à direção do BB seu descontentamento com o desmonte operado pelo governo ilegítimo no patrimônio dos brasileiros e na carreira dos empregados do BB.
Diante das negativas e falta de resposta do BB para as reivindicações apresentadas, os bancários deixaram a reunião com mais um dia de luta agendado para a próxima quarta-feira (7). Os bancários capixabas vão organizar o dia de luta em plenária no dia anterior, terça-feira (6). A plenária acontecerá às 18h30 no auditório do Sindibancários/ES.
“Nenhum bancário do BB tem sua situação garantida hoje, nem de posto de trabalho, nem de comissão. Esse contexto nos leva a perceber que num futuro muito próximo não só as comissões estarão em jogo, mas o emprego dos bancários. Não há saída individual neste momento, os bancários do BB precisam fortalecer e radicalizar os protestos contra o banco e o ajuste fiscal”, aponta Thiago Duda, diretor do Sindibancários/ES.
O dia de luta antecede mais uma reunião entre as representações sindicais e o banco, marcada para a quinta-feira (8). Já na quarta-feira da semana seguinte (14), acontecerá negociação sobre o modelo digital em implantação no banco.
Acompanhe todos os pontos abordados durante a reunião:
Verba de Caráter Pessoal
Os bancários cobraram do banco respostas relacionadas à extensão do VCP – Verba de Caráter Pessoal – que tem como objetivo garantir a remuneração daqueles que perderão seus cargos ou tiveram suas agências extintas. Foi proposto ao banco que seja criado um VCP permanente, nos moldes da verba 226 do plano de funções.
O banco não deu resposta quanto a extensão do VCP, alegando que o assunto ainda está sob análise, assim como o VCP para os Caixas efetivos e substitutos.
Realocação dos funcionários
Para realocação dos funcionários, os bancários apresentaram proposta ao banco que no TAO Especial criado com esta finalidade, seja adotado o critério de priorização e maior pontuação para a escolha dos funcionários na lateralidade. Também foi proposta que mesmo depois de entrar em VCP, os funcionários tenham a pontuação do cargo anterior preservada para as concorrências na lateralidade para cargos semelhantes.
O Banco do Brasil não forneceu a lista dos cargos e dotações cortadas em cada prefixo, alegando que o quadro não está fechado. O banco também não responde claramente o que vai acontecer com aqueles que não conseguirem realocação.
Ao mesmo tempo que não informa a planilha com os cargos cortados, o banco responde que a dotação dos postos de atendimento está no sistema. O movimento sindical defende a transparência total do processo de reestruturação.
Cumprimento de acordos sobre fusão de agências
Os bancários cobraram do banco o cumprimento do que foi apresentado no início de 2016 quanto ao fechamento de agências no estado de São Paulo e Santa Catarina, devido a fusão de uma agência com outra. Naquela oportunidade o banco informou um cronograma e a forma como seriam tratados os funcionários, que seriam realocados numa agência já definida.
Contudo, neste processo de cortes agora apresentado, o banco incluiu aquelas agências na nova reestruturação, descumprimento o cronograma apresentado em reunião na DISAP com representantes dos sindicatos.
Bancários expõem indignação de empregados
Os sindicatos relataram ao BB a situação de desespero em muitos depoimentos de funcionários em todos os cantos do país. Mães e pais de famílias que perderão seus cargos não veem perspectiva de realocação, pois a extinção de muitos cargos como os de assistentes, gerentes de negócios e gerentes de serviço não terão vagas abertas nas mesmas localidades.
A participação dos funcionários nas atividades de paralisação do último dia 29 e o Dia de Preto – Black Friday do BB no dia 25 mostrou que é grande a indignação dos funcionários.
Com informações da Contraf

