
Em mais uma rodada de negociações por aumento real e melhores condições de trabalho, realizada na quarta-feira (19), em São Paulo, a gestão do Banco do Brasil não apresentou proposta às principais reivindicações das funcionárias e funcionários.
“Voltamos a cobrar o avanço nas negociações e a nossa pauta de reivindicações. Estaremos juntos na paralisação nacional pela valorização de toda a categoria”, destacou Nathalia Gallini, diretora do Sindibancários/ES e representante da Fetraf RJ/ES.
O que a gestão do BB apresentou na mesa de negociação foi a garantia de clausular no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) as políticas de ações afirmativas, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCD) e não brancos sejam priorizados nos processos seletivos internos da empresa.
O BB também disse que irá incluir no ACT uma cláusula de estabilidade na função comissionada por seis meses, após o retorno ao trabalho, para funcionárias vítimas de violência doméstica. A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo empregatício em casos de afastamentos por até seis meses. Com esta cláusula, a bancária vítima de violência teria ainda a garantia da manutenção de sua função comissionada.
Por fim, a direção do banco propôs uma cláusula para garantir a redução de jornada para mulheres em lactação induzida, ou seja, funcionárias que tenham feito tratamento para amamentar filhos não gestados ou adotados. Direito que seria estendido para casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB.
“Embora essas propostas sejam relevantes, destacamos que ainda há um longo caminho a percorrer na nossa minuta de reivindicações. Precisamos avançar em pautas essenciais que garantam melhores condições de trabalho e o devido reconhecimento por parte do banco a todo o seu quadro de funcionários”, pontuou Nathalia.
Negociações
A data da próxima rodada da negociação específica entre BB e funcionários não tem data confirmada, mas a comissão dos funcionários seguirá em plantão permanente.
Entre 2015 e 2025, os cinco maiores bancos do país – incluindo o Banco do Brasil – aumentaram em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços.
“Esse indicador reforça que o setor bancário deveria estar ampliando, e não enxugando, o seu quadro de funcionários. A expansão de correspondentes, a supressão de postos e o fechamento de unidades refletem uma lógica corporativa que prioriza lucros elevados através da precarização das condições de trabalho e do comprometimento do atendimento presencial. A categoria bancária não pode continuar sendo prejudicada e adoecida por essa lógica”, destacou a dirigente.
Foto: Willy Roberto Seeb/SP
Fonte: Contraf com edições Sindibancários/ES









