No início de outubro, o Banco do Brasil apresentou a reestruturação da nova Rede de Gerências Regionais Gestão de Pessoas (Gepes). Com as mudanças, o banco prometeu tornar a Gepes mais pró-ativa, estreitar e humanizar o contato com os empregados, garantindo um atendimento mais personalizado. Danilo Funke, da Comissão de Empresas dos Empregados do BB (CEBB) e da Fretraf-RJ/ES, que participou da apresentação da nova Gepes, disse que ainda é cedo para avaliar se as mudanças vão trazer as melhorias prometidas pelo banco.
Goretti Barone, da diretoria do Sindicato dos Bancários/ES, concorda com Funke. “Vamos acompanhar de perto o trabalho da nova Gepes. A reestruturação promete dar mais autonomia para as gerências para que elas encaminhem as demandas com mais celeridade. Hoje, os atendimentos e os encaminhamentos são lentos”. Ela acrescenta que há um distanciamento grande em relação à gestão de pessoas. Goretti citou como exemplo o caso de empregados em licença saúde que ficaram sem informações sobre seus casos. Isso é muito grave”, apontou.
A nova Gepes já tem um primeiro desafio pela frente. Na sexta-feira passada, houve uma primeira reunião com Juliana Martino, que assumiu a Gerência Sudeste/Litoral (RJ/ES). Além do presidente da Fetraf RJ/ES, Nilton Damião, estiveram na reunião cerca de 30 representantes sindicais do Estado do Rio de Janeiro. A remoção compulsória, desdobramento do Plano de Ajuste de Quadros (PAQ) do BB, lançado este ano, segundo Funke, foi a principal reivindicação apresentada à nova gerência. Ele afirma que os representantes sindicais relataram casos de empregados que estão sendo removidos a distâncias superiores a 100km do seu local de origem – o dobro da distância acordada com o banco (até 50km). “Soubemos do caso de um empregado deslocado a 140km do seu local de origem. Inaceitável”, criticou.
Segundo Funke, a gerente prometeu levar a demanda ao banco e apresentar a devolutiva em uma nova reunião que acontece nesta sexta-feira, 8. Funke adiantou que a Fetraf RJ/ES vai exigir uma solução imediata para os casos de remoções irregulares. Ele afirmou ainda que, caso o BB não apresente uma solução nesta reunião, a Fetraf RJ/ES estuda tomar providências contra o banco.
Funke também disse que a Fetraf RJ/ES e a CEBB têm cobrado da Gepes o número exato de empregados que estão em remoção, mas os dados ainda não foram apresentados.

