O Banco do Brasil anunciou nessa quinta-feira, 7, seu balanço referente ao terceiro trimestre de 2019. Como esperado, o banco manteve a curva de crescimento ascendente: registrou lucro líquido contábil de R$ 4,2 bilhões. O resultado é 34% superior na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o BB lucrou R$ 3,1 bilhões. No acumulado dos primeiros nove meses, o lucro líquido já chega à casa dos R$ 12,4 bilhões, alta de 37,6% em relação a 2018.
O BB é o quarto entre os cinco maiores bancos do país a apresentar seu balanço. O Santander registrou lucro de R$ 3,7 bilhões e alta de 19% na comparação com 2018; o Bradesco também elevou seus ganhos em 19%, mas lucro líquido bateu R$ 6,5 bilhões; o Itaú Unibanco, maior banco privado da América Latina, superou os concorrentes no lucro líquido: R$ 7,1 bilhões, mas registrou crescimento de 10,9% em relação ao ano passado.
O salto de 34% do BB é 25 pontos superior aos resultados do Bradesco e Santander e mais de três vezes maior do que o do Itaú Unibanco. “A marca, porém, segue na contramão das condições de trabalho de seus empregados, cada vez mais precarizadas. Essa obsessão do lucro como fim tem igualado o BB aos bancos privados. O BB não pode perder de vista que seu compromisso, acima de tudo, é cumprir seu papel de banco social”, criticou a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.
Ela destacou que o país atravessa uma das suas mais severas crises econômicas, com mais de 12 milhões de desempregados e com o fosso da desigualdade cada dia mais profundo. “É preciso registrar que os lucros crescentes do banco vêm sendo obtidos à custa de seus empregados, que têm trabalhado sob forte pressão. Há muito empregados adoecendo, sob medicação, que não estão suportando toda essa pressão por resultados”, disse Goretti.
A dirigente sindical citou como exemplo o caso da Cassi. “Estamos empenhados em defender o atual modelo de solidariedade da Cassi, que permite manter a capacidade de pagamento a todos os empregados. Mesmo acumulando lucro ano a ano, o banco se mantém insensível aos problemas da Cassi e se nega a se corresponsabilizar pelo plano. Os resultados do banco acentuam essas contradições”, lamentou Goretti.









