Em comunicado enviado aos empregados, na última segunda-feira, 28, o Bradesco informa sobre benefícios que serão concedidos aos empregados que serão desligados sem justa causa. A possível demissão em massa, implícita no texto do documento, é um total desrespeito ao compromisso assumido pelo Bradesco, em abril deste ano, de não demitir empregados durante a pandemia do coronavírus.
Somente no primeiro semestre deste ano, o Bradesco lucrou R$ 7,626 bilhões, em plena pandemia e crise econômica. Com alta rentabilidade, o banco tem total condições de manter todos os empregados e ratificar a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de combate às demissões imotivadas, como enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Fabricio Coelho.
“Neste comunicado, o Bradesco deixa claro que há possibilidade de redução no quadro de empregados, deixando evidente a falta de compromisso que tem com os trabalhadores e com a sociedade. Da forma como foi feito, o anúncio dá a entender que o banco fará um processo de demissão em massa. Com a lucratividade que tem, mesmo em período de crise e pandemia, é, portanto, um escárnio do Bradesco falar em demissão e tentar compensar os trabalhadores que serão demitidos com alguns benefícios, como oferta do plano de saúde por mais tempo. Isso é, no mínimo, um absurdo”, frisa.
A Contraf e a Comissão de Organização de Empresa (Coe) do Bradesco cobraram do banco uma reunião para discutir o comunicado. O banco ainda não retornou o pedido.

