O Bradesco anunciou nessa quinta-feira, 5, o resultado do 2º trimestre de 2022. O segundo maior banco privado do país apurou lucro líquido recorrente de R$ 7,04 bilhões. O resultado é 11% superior em relação ao mesmo período de 2011 e já é o maior para o período desde 2017. Na mesma batida dos grandes bancos, o Bradesco vem acumulando lucros recordes nos últimos anos. 

“Mesmo durante o auge da pandemia da covid-19, a lucratividade do Bradesco continuou em alta. Esse lucro tem sido conquistado à custa da imposição de metas desumanas, cortes de postos de trabalho, fechamento de agências e cobrança de juros e tarifas extorsivos. O resultado desse modelo perverso de gestão é o adoecimento em massa dos funcionários e das funcionárias do banco e o aumento da desigualdade social da população, que fica cada vez mais endividada”, critica o diretor do Sindicato dos Bancários/ES Fabrício Coelho.

O dirigente lembra que também nesta semana se iniciaram as rodadas de negociações das cláusulas econômicas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O Comando Nacional dos Bancários reivindica a reposição da inflação, com aumento real de 5%, além de aumento maior para os vales refeição e alimentação. 

“Chega a ser irônico que na mesma semana em que começamos a discutir as cláusulas econômicas para tentar amenizar as perdas do trabalhador, o Bradesco festeje mais um resultado recorde, ignorando a fome, a carestia e a miséria. Hoje a classe trabalhadora de todas as faixas e categorias sente no bolso a alta inflacionária dos alimentos, que está em 13,89%, dois pontos acima do índice geral da inflação (11,92%). Precisamos reconstruir urgentemente este país, e ter uma nova concepção de ramos de trabalho e de maior controle, participação e destinação social do atendimento e dos resultados dos bancos”, afirma Fabrício.