A Caixa Econômica Federal apresentou, no sábado (29), em São Paulo, durante a décima rodada de negociação, o que classificou como sua proposta final para o Saúde Caixa.
“Com relação ao acordo coletivo específico da Caixa Econômica, é importante entendermos que a proposta que a Caixa apresentou continua insuficiente, trazendo índices de aumento para a titularidade e dependência dos colegas do plano, além de aumentar o tempo de participação e impor perda de poder econômico”, destacou Ronan Teixeira, diretor do Sindibancários/ES e representante da Fetraf RJ/ES.
A proposta será levada para discussão em plenária que acontecerá amanhã (01), às 18h30. O Sindicato orienta a rejeição da proposta apresentada pelo banco.
“A diretoria do Sindicato se reuniu e decidiu orientar pela rejeição dessa proposta, que além de outros problemas, traz a quebra de um dos pilares que é a intergeracionalidade e, consequentemente, a solidariedade. Realizaremos amanhã (01) uma plenária específica da Caixa para debatermos ponto a ponto e ratificarmos a rejeição”, afirmou Ronan.
Bancárias e bancários da Caixa devem ficar atentos acompanhando novas informações e orientações. Para participar da plenária, acesse o link.
Proposta para o Saúde Caixa
O modelo apresentado pela Caixa modifica a forma de cobrança em relação ao acordo atual. Segundo a proposta, para os empregados da ativa a contribuição passa a variar de acordo com a idade do titular e de cada dependente:

Para os aposentados e pensionistas, a contribuição do titular passaria de 3,5% para 4,5% da remuneração-base, enquanto a mensalidade por dependente passaria dos atuais R$ 480 para R$ 660. O teto de comprometimento da renda do grupo familiar subiria de 7% para 9%. A proposta mantém as 13 mensalidades anuais.
Os dependentes indiretos (entre eles filhos de 21 a 27 anos) ficam fora do teto familiar. Deixa de haver a diferenciação que havia entre 21 a 24 e de 24 a 27 anos. Todos os usuários terão piso de R$ 50.
Para estimular o uso da telemedicina, esse tipo de consulta passa a ser isento de coparticipação. Internações e tratamentos oncológicos também seguem isentos de coparticipação. O valor da consulta em pronto-socorro subiria dos atuais R$ 75 para R$ 150, e o limite anual por grupo familiar passaria de R$ 3.600 para R$ 4.800.
A proposta prevê ainda recadastramento anual dos titulares e grupos familiares e abertura de um prazo de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estejam fora do Saúde Caixa. Encerrado esse período, quem cancelar sua adesão não poderá voltar ao plano. A regra é mais restritiva que a vigente, que permite nova inscrição após dois anos de ausência, mediante cumprimento das condições previstas no ACT.
Fonte: Contraf com edições do Sindibancários/ES









