O Sindibancários/ES se posicionou sobre a matéria “Clientes esperam por atendimento do lado de fora de agência bancária em Guarapari”, publicada no último dia 30 pelo veículo folhaonline.es, retratando problemas de condições de trabalho e de atendimento na agência da Caixa Econômica Federal de Muquiçaba, Guarapari. Veja nota da direção do Sindicato, encaminhada ao jornal:

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O Sindicato dos Bancários/ES vem se manifestar sobre a matéria “Clientes esperam por atendimento do lado de fora de agência bancária em Guarapari”, entendendo que cabem algumas reflexões sobre as reais condições de trabalho e atendimento na unidade e que foram omitidas pela direção da Caixa Econômica Federal na nota publicada.

  1. A Agência Muquiçaba foi aberta justamente porque a Agência Guarapari não dava mais conta do grande volume de operações e de circulação de clientes. Porém, a unidade Muquiçaba já nasce com déficit de força de trabalho, pois o banco adotou, naquele momento, um modelo de agência com apenas cinco empregados, o que é insuficiente para atender à demanda em Guarapari.
  2. A resposta do banco cita que Guarapari recebeu recentemente sete empregados. Esse número não dá conta de resolver a sobrecarga de trabalho que afeta os bancários e bancárias e, por consequência, o atendimento à população.
  3. A aglomeração de pessoas na agência é fruto da política estrutural da direção da Caixa, que não prioriza o atendimento presencial, apesar de saber que, por ser o banco federal responsável pelo pagamento de diversos benefícios sociais, tem como clientela uma população que nem sempre tem acesso a tecnologias ou sabe operá-las, caso de muitos idosos, por exemplo.
  4. Para se ter uma ideia do desmonte do corpo funcional da Caixa, em dezembro de 2014 o banco tinha mais de 101 mil empregados em todo o Brasil. No primeiro trimestre do ano passado eram 84 mil. Ou seja, em pouco mais de seis anos, houve o corte de 17 mil empregados.
  5. Portanto, agências com poucos empregados e pressão sobre os que estão na linha de frente do atendimento para cumprir metas de venda de produtos do banco é uma triste realidade com a qual os bancários e bancárias da Caixa lidam diariamente. O resultado são clientes insatisfeitos, bancários estressados e adoecidos, especialmente vítimas de doenças psíquicas relacionadas ao trabalho.
  6. Durante o período mais grave da pandemia, a Caixa havia destacado um vigilante por agência para fazer a triagem de clientes que aguardavam para entrar nas unidades. O banco simplesmente acabou com essa atribuição dada à vigilância. Sobrou para os bancários, já sobrecarregados com suas funções, a responsabilidade de controlar a entrada de clientes para não haver aglomeração na parte interna. Lembramos que uma agência bancária tem a estrutura semelhante a uma caixa fechada, sem possibilidade de ventilação natural, o que é propício para a circulação do coronavírus.
  7. Diante do exposto, reafirmamos a solidariedade de bancários e bancárias com os clientes da Caixa. E conclamamos que todos e todas se envolvam na defesa da Caixa 100% pública, com uma gestão que priorize os trabalhadores e a população brasileira. A Caixa é o banco que cumpre um importante papel social junto ao povo brasileiro, viabilizando o acesso bancário e o pagamento de benefícios sociais. Por isso, é nosso interesse defender esse banco.

 

Sindicato dos Bancários/ES