Na próxima terça-feira, 11, haverá uma mobilização nacional em luto pelas vítimas da covid e contra a privatização da Caixa. Neste dia, os empregados e as empregadas do banco devem se vestir de preto em menção às mais de 416 mil pessoas que perderam suas vidas para a doença.
No dia 11 também acontece a mesa permanente de negociação reunindo a Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e a direção do banco, além de um tuitaço, a partir das 10h, com as hashtags #EmpregadosCaixaEmLuto, #LutoPelasVítimas, #SomosMaisQueNúmeros, e #VacinaJá.
A diretora do Sindibancários/ES e integrante da CEE/Caixa, Lizandre Borges, destaca que o protesto é uma forma de resistência diante do descaso do Governo Bolsonaro à gestão da pandemia, como a falta de um auxílio emergencial constante e com um valor justo, a ausência de políticas de apoio às micro e pequenas empresas, e a falta de vacina, que, inclusive, é uma das motivações do estado de greve das trabalhadoras e trabalhadores da Caixa, desde 22 de abril.
“São mais de 416 mil mortos pela covid por ausência de uma política efetiva de combate à pandemia”, diz a dirigente. Lizandre lamenta que entre essas vítimas estão 60 empregados e empregadas da Caixa. “Foram 18 mortes em 2020. Só neste ano já morreram mais que o dobro: 42. Há ainda um contingente enorme de trabalhadores que sobreviveram à covid, mas que ficaram com sequelas, além daqueles que adoeceram de outras enfermidades em decorrência de todo o estresse causado pela pandemia”. A dirigente lembra ainda que certamente há subnotificações nesses 60 óbitos.
Desmonte
Para a integrante da CEE/Caixa, a manifestação da próxima terça-feira é uma forma de protestar contra “o caminho que o Governo Federal está tomando em relação à Caixa, que é de matar, de exterminar o banco, de privatizar a Caixa para que a empresa deixe de ser 100% pública”.
Uma dessas ações de extermínio apontadas pela dirigente é a vendas das ações da Caixa Seguridade, um dos ativos mais valiosos do banco. A IPO (oferta pública de ações), motivou o retardamento da abertura de agências por duas horas no último dia 27. As agências Beira-Mar, Jardim Camburi, Praia do Canto e Vila Rubim, em Vitória; Campo Grande, em Cariacica; Serra e Laranjeiras, na Serra; e Vila Velha retardaram a abertura por duas horas.
Reunião da CEE/Caixa
Na reunião da próxima terça-feira entre a CEE/Caixa e os representantes do banco serão discutidas questões como a PLR Social, cujo pagamento, como estabelece o Acordo Coletivo de Trabalho, deve ser de 4% do lucro líquido e não de 3%. A Caixa alega que os empregados não atingiram uma meta que tampouco foi repassada para a categoria.
Outros assuntos que também serão debatidos são o balanço da paralisação ocorrida em 27 de abril, a dotação e pagamento de hora extra, protocolos covid-19, a alteração nos normativos, objetivos Smart da VIRED, a reestruturação, não exposição de “nome e sobrenome” de funcionário em SMS de avaliação de atendimento, a vedação ao trabalho externo (após a porta giratória), debate da CR 444 (PQV), lives durante horário de atendimento, PSIs (transparência), canal de denúncias das empregadas vítimas de violência, sindicalização, promoção por mérito, contratações, acordo de teletrabalho e banco de horas.
Anote!
11/04 – terça-feira
Luto em memória das vítimas da covid (todos de preto)Tuitaço, a partir das 10h, com as hashtags #EmpregadosCaixaEmLuto, #LutoPelasVítimas, #SomosMaisQueNúmeros, e #VacinaJá.

