A Caixa apresentou uma nova proposta que amplia o número de empregados aptos a receberem o primeiro delta. No entanto, o banco manteve a postura intransigente de impor a Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) como critério absoluto para avaliação.  A proposta foi apresentada na última quarta-feira, 8, e será discutida entre os representantes dos trabalhadores na Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa) na próxima semana antes de uma nova reunião com o banco.

Na proposta anterior, o primeiro delta seria concedido aos empregados enquadrados no “Desempenho Superior” e “Desempenho Excelente” (cerca de 62% dos empregados). O segundo delta, para quem apresentar “Desempenho Excelente”. Agora a Caixa ampliou a distribuição do primeiro delta para empregados a partir do “Baixo Desempenho”, mantendo o segundo delta somente para quem alcançar “Desempenho Excelente”.

“Não basta apenas ampliar a concessão do primeiro delta, é preciso garantir critérios adequados e justos para a Promoção por Mérito. A GDP é subjetiva, utilizada como instrumento de assédio moral e pressão sobre os bancários para o cumprimento de metas. Vamos discutir a proposta na CEE e continuar lutando para garantir uma avaliação a partir de parâmetros coerentes e justos”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES Lizandre Borges, que também integra a CEE.

A proposta dos representantes dos empregados do GT considera parâmetros como frequência, cursos da Universidade Caixa e pontos extras para quem tiver o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

“A gestão de Pedro Guimarães, sob o comando de Bolsonaro,  tem tornado a Caixa um local de trabalho adoecedor, devido a pressão por metas e as medidas de desvalorização dos empregados. Além disso, esse governo está sucateando o maior banco público do país, enfraquecendo o papel público da Caixa e vendendo as partes mais valiosas,  com o único objetivo de vender o banco e cumprir o plano de privatizações de Paulo Guedes. Não podemos aceitar e resistiremos a cada medida que fere nossos direitos e ameaça a Caixa 100% pública”, frisa Lizandre Borges.

Veja a proposta dos representantes dos empregados

Distribuição de 1,1 delta por empregado:
– Frequência, valendo 20 pontos;
– Curso da Universidade Caixa, valendo 20 pontos (podendo ser realizado até 28/02/2021);
– Pontuação extra: 5 pontos para quem tiver o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) válido em 31/12/2020;
– Pontuação extra: Ações de autodesenvolvimento, com 2 pontos por curso registrado no currículo;
(A pontuação extra teria limite de 10 pontos)
O empregado que alcançasse 35 pontos nesta sistemática receberia um delta. O segundo delta seria distribuído às maiores notas da unidade, até se esgotar o limitador de 1,1 delta.

Fonte: Fenae com edições do Sindibancários/ES