A Caixa confirmou que irá prorrogar o trabalho em home office até o dia 15 de junho. Inicialmente, o Projeto Remoto, como é conhecido o programa que permite o trabalho em casa, se expiraria no próximo dia 31. O anúncio da prorrogação é anunciado alguns dias depois do vídeo da reunião ministerial ter revelado que presidente da instituição, Pedro Guimarães, classifica o trabalho remoto como “frescurada”.
A diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges, destaca a importância de a Caixa manter os empregados no home office. Ela diz que desde o início da pandemia do novo coronavírus essa sempre foi uma reivindicação do Sindicato para reduzir os riscos de contaminação de clientes, usuários e empregados, sobretudo os que fazem parte do chamado grupo de risco.
“O isolamento social é ainda a medida mais efetiva para evitar a contaminação. Por isso, manter o trabalho remoto é tão importante”. A dirigente repudiou as declarações de Guimarães, que chamou o home office de “frescurada”. “Causa indignação ouvir uma declaração irresponsável e insensível do presidente da instituição em meio a uma pandemia que já registrou quase meio milhão de casos e matou quase 27 mil pessoas no Brasil. Ele deveria lamentar que nessas estatísticas estão bancários e bancárias da Caixa que adoeceram ou perderam suas vidas para a covid-19”, adverte Lizandre.
Na semana passada a imprensa repercutiu o vídeo da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril. Além de desqualificar o trabalho remoto, Guimarães também minimizou as mortes de empregados da Caixa, reforçando a narrativa negacionista do presidente Bolsonaro em relação à pandemia. Tratando os empregados como números, Guimarães afirmou que 45 bancários da Caixa haviam sido contaminados pela covid-19 e dois deles morreram (até 22/04). Ele considerou os números baixos em relação ao quadro de funcionários da instituição.
“O Sindicato tem mantido a atenção redobrada e cobrado com rigor o cumprimento dos protocolos para a covid, que incluem isolamento social, trabalho home office, testagem, procedimentos de higiene entre outras medidas preventivas, porque sabe que não pode confiar em um presidente que desdenha das vidas dos empregados da instituição. Vamos continuar exigindo o cumprimento e a manutenção dos protocolos enquanto durar a pandemia. Com a curva da doença ascendente aqui no Espírito Santo e em todo o país, não é hora de cogitar afrouxar os protocolos. Ao contrário, é imperativo torná-los mais rigorosos”, enfatiza a dirigente.








