Após mais uma reunião da Sala de Situação de Emergência em Saúde Pública, o governador Renato Casagrande anunciou, no início da noite desta quinta-feira (19), novas medidas para conter a propagação do novo coronavírus no Espírito Santo. Entre as medidas, o governador determinou que as agências bancárias públicas e privadas passem a funcionar de portas fechadas a partir da próxima segunda-feira, 23. Segundo Casagrande, o acesso às agências ficará restrito aos usuários que vão receber recursos provenientes das medidas do governo federal para mitigar os efeitos do coronavírus sobre a economia, como a liberação do FGTS, por exemplo. Ele afirmou também que os clientes e usuários dos bancos serão orientados a utilizar os terminais de autoatendimento e aplicativos para operações virtuais.
O diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), afirmou que a demanda dos bancários, que vem sendo defendida pelo Sindicato, continua sendo o fechamento das agências para qualquer tipo de atendimento. O Sindicato enviou ofício nesta quinta-feira, 19, ao governo do Estado pedindo o fechamento imediato das agências bancárias. “Defendemos que o isolamento social é a medida mais efetiva para conter a propagação do vírus neste momento, mas vamos cobrar que os bancos cumpram rigorosamente as novas determinações do governo do Estado. Quando o governador afirma que os bancos só devem atender casos urgentes, isso precisa ficar muito bem entendido para os bancos. Os empregados não devem vender produtos ou cumprir metas, vão atender somente casos urgentes”, destacou Carlão. Ele acrescentou que os bancários serão os principais agentes para fiscalizar se os bancos estão ou não cumprindo as determinações.
Carlão destacou também que os empregados que estão no chamado grupo de risco devem permanecer isolados. Ele afirmou também que o novo contingenciamento imposto pelo governo deve reduzir bastante a demanda. “Vamos reivindicar que outros empregados que estão fora do grupo de risco também passem a trabalhar em casa. Isso ajudaria a tirar mais pessoas de circulação, evitando a propagação do vírus”, sublinhou o dirigente sindical.
Carlão disse que nesta sexta-feira, 20, os diretores do Sindicato irão se reunir para analisar os desdobramentos das novas medidas do governo para a categoria. Ele lembrou que o Sindicato continuará fiscalizando e cobrando os bancos sobre a aplicação das medidas preventivas de assepsie e higiene para evitar contágio do coronavírus. “Com as novas medidas, os bancos fecham as portas, mas os empregados continuam fazendo o atendimento ao público, mesmo que o contingenciamento nesses novos moldes reduza a demanda, o risco de contágio continua presente para empregados e clientes”, advertiu Carlão.








