Até o final de outubro, bancários e bancárias são convocados para participarem do Censo da Diversidade Bancária 2019. A pesquisa é uma das conquistas da Campanha Nacional 2018 e irá traçar um perfil da categoria por gênero, orientação sexual, raça e pessoas com deficiência (PCDs). Além disso, neste ano o censo também contará com a Campanha de Valorização da Diversidade, cuja proposta é sensibilizar bancários e bancárias para o tema e oferecer cursos de formação de agentes da diversidade nas unidades bancárias.

Realizado apenas duas vezes, em 2008 e 2014, o Censo da Diversidade é de extrema importância para embasar as políticas de inclusão, de combate à discriminação e de promoção da igualdade de oportunidades no setor bancário, como destaca a diretora do Sindibancários/ES, Evelyn Flores.

“O censo é uma conquista da categoria. Em meio ao período de ataques aos direitos e de retrocesso ao conservadorismo, o censo é um instrumento fundamental para que possamos avançar na garantia de políticas de inclusão, de combate à discriminação e de promoção da desigualdade dentro dos bancos. Por isso, é muito importante a participação de todos bancários e bancárias respondendo ao censo e nas ações da campanha”, enfatiza Evelyn.

Os dados do censo serão tabulados e analisados em novembro e janeiro e divulgados em fevereiro de 2020.

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Desigualdade nos bancos

Os dados do último Censo da Diversidade Bancária, de 2014, mostraram que a desigualdade persiste no setor. As bancárias têm qualificação profissional superior à dos homens: 82,5% têm curso superior completo, enquanto que esse percentual entre os bancários é de 76,9%. Elas já eram maioria no censo de 2008: 71,2% das bancárias tinham curso superior completo, contra 64,4% dos bancários.

Apesar disso, as mulheres continuam ganhando menos que eles: em 2014, o rendimento médio mensal das bancárias era de 77,9% do rendimento médio mensal dos bancários. No primeiro censo, realizado em 2008, elas ganhavam em média 76,4% do que a média dos homens, ou seja, em seis anos, o avanço foi de somente 1,5 ponto percentual.

A quantidade de negros ainda é pequena: em 2014, eles eram apenas 24,9% da categoria. Houve um avanço de 5,6 pontos percentuais em relação ao censo de 2008, quando negros e negras eram 19,3%.

No Censo de 2014 foram incluídas, por reivindicação do movimento sindical bancário, perguntas voltadas para a população LGBT: 1,9% dos entrevistados se declararam homossexuais, 0,6%, bissexuais e 85%, heterossexuais; 12,4% não responderam.

O Censo de 2014 também revelou que as contratações de PCDs (pessoas com deficiência) chegou a 3,6%; era 1,8% no Censo de 2008. Apesar de ter aumentado, o último levantamento mostrou que o número de PCDs nas instituições financeiras ainda é menor do que determina a lei: 5%. (Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo)