
reunião desta quinta-feira, 18, foi a segunda entre o governo e as centrais sindicais este ano (fotos: Sérgio Cardoso/Sindibancários/ES)
Representantes do governo do Estado se reuniram com dirigentes das centrais sindicais na manhã desta quinta-feira, 18, no Palácio da Fonte Grande, Centro de Vitória. As centrais cobraram respostas aos compromissos firmados pelo governador Renato Casagrande com os movimentos sociais em 2022. Participaram da reunião representantes da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e Força Sindical. O governo foi representado pelos subsecretários Pedro Caçador Neto e Rafael Primo, respectivamente das secretarias de Governo e Direitos Humanos. Esta foi a segunda reunião este ano do governo com as centrais. A primeira, em março, contou com a presença do governador Renato Casagrande, que não participou desta vez.
Idelmar Casagrande e Jonas Freire, que representaram a Intersindical e o Sindicato dos Bancários/ES na reunião, cobraram dos interlocutores do governo respostas aos compromissos assumidos por Renato Casagrande na ocasião da disputa do segundo turno das eleições de 2022, quando o então candidato à reeleição pediu apoio às entidades sociais para derrotar o adversário de Bolsonaro no Espírito Santo, Carlos Manato. Casagrande firmou um amplo termo com as centrais e também termos específicos com os sindicatos.
“O prazo para cumprir algumas cláusulas do termo firmado com o Sindibancários já expirou, mas até agora não tivemos um posicionamento do governo sobre nossas demandas”, diz Jonas. Ele destaca que Casagrande se comprometeu, por exemplo, a enviar à Assembleia Legislativa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) até março deste ano determinando que uma eventual venda do Banestes e de suas subsidiárias seja precedida de uma consulta pública à população (plebiscito).
Outro ponto bastante importante que continua pendente, destaca Jonas, é com relação à Banescaixa. “Consignamos no termo que o governador abriria uma frente de diálogo para discutirmos soluções para o Banescaixa, mas até agora não conseguimos sequer constituir o Grupo de Trabalho que estaria incumbido de fazer essa discussão com o banco. Aliás, além do termo, a questão da Banescaixa também é cláusula prevista no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos banestianos”, assinala o dirigente.

Os dirigentes Idelmar e Jonas cobraram compromissos firmados pelo governo em relação ao Banestes
Ainda sobre o banco público, Idelmar reiterou a preocupação do Sindicato com a parceria celebrado entre a Banestes Seguros e a Zurich, gigante mundial do ramo de seguros que assumiu, em janeiro deste ano, diversos produtos da Banestes Seguros. “O governo insiste em afirmar que a associação com a Zurich não é privatização, e sim, parceria. A verdade é que não sabemos os termos do contrato firmado com a Zurich. Já pedimos essa informação ao governo e não fomos atendidos”, afirma Idelmar. No final de abril, a deputada Camila Valadão (PSOL) enviou requerimento ao governo pedindo cópia do contrato firmado com a Zurich. O governo tem o prazo de 60 dias úteis para responder à parlamentar.
Na reunião, as centrais reiteraram os 13 pontos do termo de compromisso firmados com o governo. Idelmar relata que foram cobrados pontos importantes como o fortalecimento das políticas públicas e dos instrumentos de inclusão social, de combate ao machismo estrutural e à violência contra as mulheres e a criação de uma Secretaria Estadual de Trabalho. “É sempre importante relembrar que o governador Casagrande atravessou os quatro anos do mandato anterior sem manter qualquer interlocução com os movimentos sociais. Houve um comprometimento do governador, depois de receber o apoio eleitoral dos movimentos, de abrir esse canal de diálogo para atender nossas reivindicações. O problema é que as demandas são urgentes e as respostas do governo morosas. Precisamos que essa agenda de discussão avance a passos largos e o governo demonstre mais compromisso com as nossas pautas”, pontua Idelmar.
Os subsecretários ficaram de encaminhar as demandas das centrais aos titulares de suas respectivas secretarias.









