Fechamento de agências e demissões. Esse foi o tema central da pauta apresentada pela Comissão de Organização dos Funcionários (Coe) do Itaú aos representantes do banco. Na reunião dessa quarta-feira, 14, também foram debatidos o horário de abertura das agências, a avaliação de desempenho e os programas próprios de remuneração.

O diretor do Sindicato dos Bancários/ES e membro da COE, Alcendino Anderson dos Santos (Sãozinho), afirma que as demissões e o fechamento de agências são as demandas mais latentes. “Após o fechamento de uma agência, sabemos que o próximo passo do banco são as demissões. Queremos que o banco cesse imediatamente as demissões. A ameaça de ser demitido a qualquer momento gera insegurança financeira e instabilidade emocional aos profissionais e aos seus familiares. Hoje o ambiente no Itaú é muito tenso e negativo”, afirma Sãozinho. 

Os representantes dos funcionários pediram que o Itaú assuma sua responsabilidade social sobre a manutenção dos empregos. Eles apontaram que o banco deve considerar não apenas os números e indicadores financeiros, mas também o impacto humano e social das demissões em massa. “A exemplo dos colegas do Bradesco que também estão enfrentando as demissões, nossa luta é pela preservação dos empregos e valorização dos trabalhadores e das trabalhadoras”, enfatiza o dirigente.

Durante a reunião, foram debatidas propostas para reverter a situação e buscar alternativas que evitem demissões em massa. Além disso, o horário de abertura das agências também foi amplamente debatido. Os representantes dos funcionários levaram à mesa a necessidade de avaliar e ajustar os horários de funcionamento, considerando as demandas dos clientes e o bem-estar dos funcionários.

Outro ponto de discussão relevante foi a avaliação de desempenho. A Coe destacou a importância de um processo de avaliação transparente e justo, que leve em consideração os esforços individuais dos funcionários, além das condições e metas incentivadas pela empresa. Por fim, os programas próprios de remuneração também foram discutidos durante a reunião.

Os representantes dos funcionários buscaram abordar a eficácia e os desempenhos desses programas, levando em consideração a justa remuneração dos funcionários e a motivação para o alcance de metas individuais e coletivas. No balanço da reunião, ressalta Sãozinho, a expectativa da Coe é de que as discussões resultem em medidas tangíveis que promovam efetivamente a manutenção dos empregos.