Integrantes da Comissão de Organização dos Funcionários (COE) e do Grupo de Trabalho de Saúde (GT Saúde) do Banco Itaú se reuniram (on-line) nessa terça-feira (6) para alinhar as pautas que serão apresentadas à direção do banco na reunião do próximo dia 14. Um dos temas em destaque é o cumprimento da Cláusula 87 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2022 – 2024). A cláusula prevê o debate, na primeira reunião da COE de 2023, das  formas de acompanhamento das metas por parte dos bancos.

Durante a reunião com o Itaú devem ser discutidas também questões relacionadas às demissões, fechamento de agências, horário de abertura das agências, avaliação semestral de desempenho e Programas Próprios de Remuneração.

Saúde e condições de trabalho
O diretor do Sindicato dos Bancários/ES e membro da COE do Itaú, Alcendino Anderson dos Santos (Sãozinho), afirma que o GT de Saúde e Condições de Trabalho elaborou uma extensa pauta para ser discutida na reunião do dia 14. Ele recorda que na última reunião do GT com o banco, há cerca de dois meses, foi cobrado do banco uma solução para o problema de atrasos nas perícias de funcionários afastados. 

Para a próxima reunião, o dirigente destaca as metas e os mecanismos para combater o assédio moral no ambiente de trabalho, que está vinculado à campanha nacional “Menos Metas, Mais Saúde”. Outro tema que deve aparecer na mesa de discussão é o home office e as responsabilidades do banco na prevenção de doenças e no reconhecimento como acidentes de trabalho ocorridos em casa. O cumprimento à risca da CCT e das garantias previstas aos empregados afastados por saúde também é um dos temas em destaque. 

“É muito importante que o GT de Saúde esteja avançando e apresentando ao banco uma pauta que reverbere os anseios dos trabalhadores e das trabalhadoras do Itaú. A saúde do trabalhador deve ser sempre um tema prioritário. Não podemos em hipótese alguma normalizar o adoecimento dos bancários. O trabalho só pode ser considerado digno quando prioriza a saúde do trabalhador. A cobrança desumana por resultados a qualquer custo, que estamos combatendo na campanha ‘Menos Metas, mais Saúde’, é uma prática que precisa ser erradicada do Itaú e de todos os bancos. Ano a ano temos acompanhado o lucro do Itaú sempre ascendente. A cada novo recorde batido, o Itaú aperta ainda mais a pressão por metas, entrando numa espiral sem limites. A ganância pelo lucro não pode estar acima das vidas dos trabalhadores”, enfatiza Sãozinho. 

A reunião da COE e do GT de Saúde foi aberta com uma apresentação da economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Catia Uehara. A técnica do Dieese fez um balanço do primeiro trimestre de 2023. A análise trouxe informações estratégicas para subsidiar as discussões e orientar as reivindicações dos representantes dos funcionários com relação a melhores condições de trabalho, segurança, emprego e remuneração justa.