O Itaú se comprometeu a flexibilizar as regras de mobilidade para visitas comerciais. A reivindicação é uma das pautas específicas da Campanha Nacional 2026 dos funcionários e funcionárias do Itaú. O banco comunicou oficialmente que os empregados das equipes de Negócios PJ poderão utilizar aplicativos de transporte, como Uber, 99 e similares, em situações excepcionais ou quando essa alternativa for mais adequada.
Segundo Marcelo Dalarmelina, dirigente do Sindicato dos Bancários/ES e membro da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, antes de o banco acolher a reivindicação, alguns gestores interpretavam que o funcionário que faziam visitas com veículo próprio e pediam reembolso mensal, não poderiam recorrer a aplicativos de transporte nas visitas a clientes.
Com a revisão do entendimento sobre reembolso, o Itaú mantém as políticas corporativas vigentes sobre deslocamento e mobilidade, mas reconhece que a orientação para priorizar o uso do veículo próprio não impede a utilização de aplicativos quando essa alternativa se mostrar mais adequada sob os aspectos operacionais, de segurança ou de eficiência. O banco ainda se comprometeu a orientar os gestores de que as diretrizes devem considerar as particularidades de cada região, a natureza das atividades desempenhadas e a segurança dos bancários.
Dalarmelina classificou a mudança como positiva. O dirigente afirmou que havia uma grande insatisfação dos funcionários com a regra inflexível que vigorava até então, que os impedia de combinar reembolso com o uso eventual de transporte por aplicativo, ignorando a solução mais adequada e segura para o trabalhador desempenhar suas atividades externas.
Além da flexibilização do procedimento, Dalarmelina afirmou que a mobilização da representação dos empregados agora é para corrigir a defasagem dos valores reembolsados, que estão muito distantes da realidade dos custos implicados com o uso de veículo próprio. “Por exemplo, com a guerra entre Estados Unidos e Irã, o preço dos combustíveis na bomba virou uma verdadeira gangorra. Muitas vezes, de uma semana para outra, o combustível sobe um real na bomba. Se amanhã Trump anunciar um novo ataque ao Irã, sobe. Se o estreito de Ormuz for fechado, os preços escalam antes mesmo de provocarem impacto nas refinarias. Na prática, a atual política de reembolso do Itaú não acompanha essas oscilações do mercado de combustíveis, obrigando muitas vezes o trabalhador a bancar do próprio bolso parte das despesas de deslocamento para a realização de visitas comerciais”, criticou o dirigente.
A proposta defendida pela COE, segundo Dalarmelina, é que o banco estabeleça critérios regionalizados, levando em consideração as médias de preços dos combustíveis em cada estado ou, ao menos, diferenciando os valores entre regiões metropolitanas e o interior.









