A Caixa Econômica aderiu à mobilização ao programa do governo federal Desenrola Brasil, lançado em junho pelo Ministério da Fazenda para facilitar a renegociação de dívidas e ajudar a “desenrolar” a vida de milhões de brasileiros que estão endividados. A partir desta sexta-feira, 21, todas as agências da Caixa serão abertas ao público com uma hora de antecedência para atender os interessados em renegociar suas dívidas. 

O programa será executado em três etapas. As duas primeiras, iniciadas no dia 17 de julho, planejam promover  a desnegativação de dívidas de até R$ 100 e renegociação de dívidas bancárias, podendo beneficiar mais de 30 milhões de pessoas. A terceira etapa ocorrerá em setembro com adesão de devedores com renda de até dois salários mínimos ou que estejam inscritos no CadÚnico – Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal – e com dívidas financeiras e não financeiras cujos valores de negativação não ultrapassem o valor de R$ 5.000.

Segundo a Caixa, os clientes poderão pagar suas dívidas à vista, com descontos de até 90%, ou parcelá-las em até 96 meses (oito anos), com juros a partir de 1,18% ao mês. A expectativa do Ministério da Fazenda é de que ao menos 2,5 pessoas consigam limpar seus nomes.

A diretora do Sindibancários/ES e integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Lisandre Borges, diz que o engajamento da Caixa ao programa é coerente com a vocação social do banco público. Ela afirma que durante os quatro anos em que o banco esteve sob o comando de Pedro Guimarães e Bolsonaro, a instituição se distanciou de seu propósito social. “Esse é um programa importante para a população e a Caixa tem a obrigação de sair na frente dos demais bancos. Mesmo sob a gestão autoritária de Guimarães, durante a pandemia os empregados da Caixa encararam o vírus da covid, quando ainda nem havia vacina, para assegurar que a população mais vulnerável recebesse o auxílio emergencial. Agora o ambiente é muito mais positivo porque existe um compromisso do governo e da atual gestão com a responsabilidade social da Caixa”, destaca Lizandre. 

Horas-extras
Na reunião entre a CCE e a Caixa na última quarta-feira, 19, para apresentação da GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas), a representação dos empregados cobrou que o banco garanta a dotação de recursos para o pagamento das horas-extras aos empregados que vão fazer o atendimento à população. A Caixa se comprometeu a pagar as horas-extras.

Além do Desenrola, voltado à toda a população, a Caixa também espera atender seus próprios clientes com a campanha “Tudo em Dia”. A previsão do banco é beneficiar 400 mil micro e pequenas empresas, além de pessoas físicas. No total, entre os dois programas, há um volume de 17,8 milhões de contratos, que somam um passivo de aproximadamente R$ 22 bilhões.