
A defesa do emprego bancário abriu as negociações da Campanha Nacional dos Bancários e das Bancárias. A primeira reunião entre o Comando Nacional da categoria e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi realizada na manhã desta quarta-feira (26), em São Paulo.
Integrante do Comando Nacional, o diretor do Sindibancários/ES Carlos Pereira de Araújo (Carlão) fez duras críticas aos bancos que seguem demitindo bancários e fechando agências. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que no acumulado de doze meses (abril/2023 a abril/2024), os bancos fecharam 3.325 postos de trabalho.
“Jogamos pesado na defesa do emprego bancário. Queremos o fim da terceirização, das contratações precárias e das demissões imotivadas. Defendemos que a tecnologia deve estar a serviço da humanidade e dos trabalhadores, e não ser causa de demissão e aumento da exploração. Os bancos têm lucros bilionários ano após ano e não há, portanto, justificativa para que mantenham essa política perversa de demissões”, denuncia Carlão. Em 2023, o lucro dos cinco maiores bancos que atuam no Brasil somou R$ 144 bilhões (5% a mais que em 2022).
Outros dados também foram apresentados aos bancos para apontar a disparidade entre o saldo do emprego bancário e o crescimento de contratos de trabalho precarizados nos últimos anos: dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Previdência), revelam a redução de 16% da categoria bancária no Brasil, entre 2012 e 2022, que passou de 513 mil trabalhadores para 433 mil. Já outras categorias do ramo financeiro passaram de 323 mil para 555 mil trabalhadores no mesmo período, crescimento de 72%.
“O processo negocial está aberto e é fundamental mantermos nossa mobilização para arrancar o acordo que a categoria merece”, enfatiza Carlão.
Fechamento de agências
Atualmente, o Brasil possui cerca de 240 mil postos de atendimento de correspondentes (número 14 vezes maior que o número de agências do país), e que fornecem os mesmos serviços da atividade bancária. Enquanto aumenta a terceirização do trabalho bancário e a contratação de correspondentes, os bancos fecharam 3,2 mil agências no país nos últimos cinco anos.
Garantia de direitos
No início da reunião, os representantes dos bancários reivindicaram a assinatura da ultratividade do acordo, para que todos os direitos da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria sigam válidos até a assinatura do novo acordo.
“Essa é uma importante reivindicação para que possamos seguir tranquilos com nossa Campanha, sem ameaças aos direitos conquistados. Esperamos que os bancos respondam positivamente ao nosso pedido”, afirma Carlão.
Calendário de negociação
Julho
02/07 – Cláusulas sociais
11/07 – Igualdade de oportunidades
18 e 26/07 – Saúde e condições de trabalho: incluindo discussões sobre pessoas com deficiência, neurodivergentes e combate ao assédio e programas de metas
Agosto
6 e 13/08 – Cláusulas econômicas
20/07 – Em definição
27/07 – Em definição


“Jogamos pesado na defesa do emprego bancário. Queremos o fim da terceirização, das contratações precárias e das demissões imotivadas. Defendemos que a tecnologia deve estar a serviço da humanidade e dos trabalhadores, e não ser causa de demissão e aumento da exploração. Os bancos têm lucros bilionários ano após ano e não há, portanto, justificativa para que mantenham essa política perversa de demissões”, denuncia Carlão. Em 2023, o lucro dos cinco maiores bancos que atuam no Brasil somou R$ 144 bilhões (5% a mais que em 2022).




