Comando Nacional reivindica à Fenaban a unificação de protocolos de prevenção à covid-19

03/12/2020 18:45

Representantes da categoria bancária fizeram pedido durante reunião nesta quarta-feira, 02, que marcou a retomada do canal direto com a Fenaban sobre a covid-19

No Espírito Santo, de acordo com o levantamento do Sindibancários/ES, 294 bancários e bancárias foram contaminadas pela covid-19 e quatro morreram vítimas do vírus. Mas o número possivelmente é ainda maior, uma vez que nem todos os casos são comunicados ao Sindicato. Para discutir os protocolos de prevenção à covid-19 e outras medidas relacionadas ao período da pandemia, a mesa bipartite da Saúde do Comando Nacional dos Bancários voltou a se reunir com a e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) quarta-feira, 02.

Dentre as ações reivindicadas à Fenaban está a sistematização clara e única das regras básicas para os protocolos de prevenção a serem adotadas por todos bancos. Nos últimos meses, houve um relaxamento nos cuidados, como o não uso de máscaras dentro das agências e falta de sanitização das unidades em casos de bancários contaminados. O Comando Nacional também solicitou à Fenaban a inclusão da categoria bancária ente os setores prioritários para a vacina contra a covid-19.

“Com a flexibilização da quarentena, o número de casos de contaminação voltou a subir. Com as agências lotadas e a ampliação do atendimento pela maioria dos bancos, os bancários e bancárias estão cada vez mais expostos ao vírus. Por isso, cobramos que sejam estabelecidos protocolos únicos de prevenção à contaminação para todos os bancos. Assim, podemos acompanhar com mais eficiência a situação das agências. Também solicitamos a reativação do comitê de crise. A pandemia não acabou e é preciso manter toda rigorosidade possível nas medidas de prevenção para que vidas de bancários e clientes estejam protegidas”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges, que participou da reunião com a Fenaban.

Metas

Os representantes dos bancários também reivindicaram o fim das metas durante a pandemia. Mesmo diante da grave crise sanitária e econômica que o país enfrenta, os bancos mantém uma gestão opressora com cobrança de metas. Além realizar o atendimento dos serviços considerados essenciais, os bancários ainda se veem obrigados a vender capitalização, seguros e outros produtos.

“A cobrança de metas, muitas vezes acompanhada de assédio, é uma das principais causas de adoecimento na categoria bancária. Nem mesmo na pandemia, os bancos flexibilizaram essa cobrança. Além de lidar com toda pressão psicológica que é trabalhar correndo o risco de ser contaminado ou contaminar a família, os bancários ainda são obrigados a lidarem com a pressão para alcançar metas, na maioria das vezes inatingíveis”, explica  Lizandre.

Auxílio-doença

Na reunião, também foi discutida a concessão do benefício integral em casos de afastamento por doença e que tenha o reconhecimento do auxílio-doença. Os representantes da Fenaban alegaram que essa discussão está sendo feita banco a banco. No entanto, o Comando Nacional reforçou a necessidade de solucionar questões como o desconto das antecipações antes do trabalhador receber do INSS. Foi apresentado também que é preciso resgatar que o desconto da antecipação deve ser parcelado e não pode comprometer mais do que 30% do salário do trabalhador. O Comando Nacional também defendeu que, enquanto o bancário não receber o pagamento pelo INSS, não devem ser descontadas as antecipações.