Representantes de trabalhadores de empresas públicas deram início terça-feira, 3, a uma série de atividades no Congresso Nacional para sensibilizar deputados e senadores sobre a importância de barrar projetos que visem a privatização dessas instituições. A intenção da mobilização, que se estende até quinta-feira, 5, é denunciar também o esvaziamento que as estatais estão sofrendo, com a venda de subsidiárias, redução de pessoal e da consequente precarização do atendimento à população.
A coordenadora do Comitê Nacional das Empresas Públicas e conselheira representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, explica que o objetivo do grupo é fazer até quinta-feira um verdadeiro corpo a corpo no Congresso Nacional. “É fundamental aumentarmos a pressão. Não podemos esquecer que nossa mobilização durante nove meses no Congresso foi essencial para barrar o texto original do PLS 555 e evitar a privatização de todas as empresas públicas. Queremos dialogar e esclarecer sobre os graves riscos da privatização para a soberania do país e os prejuízos para a qualidade de vida dos brasileiros”, sublinhou.
Segundo Rita Serrano, a ameaça privatista atinge Petrobras, Casa da Moeda, Caixa e Banco do Brasil e muitas outras empresas públicas. Rita Serrano afirma que, recentemente, o governo tentou passar por cima do Congresso para acelerar o ritmo das privatizações – o chamado fast track (via rápida), uma medida que poderia ser oficializada via decreto e dispensaria propor projeto de lei -, mas acabou recuando.
Nas abordagens, o Comitê, além da conversa de sensibilização, entrega aos parlamentares a cartilha “Empresas Públicas: fakes e fatos”, que desmitifica informações difundidas contra as empresas públicas. O senador reafirmou o apoio a luta contra a privatização das estatais.
Participam da mobilização no Congresso Nacional, que é coordenada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, representantes dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal, CBTU (Companhia Brasileira de Transportes Urbanos), Furnas, Embrapa, Banco do Brasil, Eletrobrás, Transpetro e Codevasf.
(Foto capa: Fenae)

