Bancários e bancárias de todo o país participam nesta sexta-feira e sábado, 17 e 18, da 22ª Conferência Nacional da categoria. O encontro é um importante espaço de deliberações da Campanha Nacional dos bancários e bancárias, como a aprovação da minuta de reivindicações, plano de lutas e estratégia de organização e atuação. Devido à pandemia, a atividade será por videoconferência. A abertura será a partir das 18h20 desta sexta-feira, 17, com transmissão ao vivo pelo Facebook e Canal do Youtube da Contraf.
No centro do debate deste ano estão a defesa do emprego bancário, dos bancos públicos, saúde e condições de trabalho, home office e jornada de seis horas. Diante da crise econômica aprofundada pela epidemia e da conjuntura política conturbada do Brasil, a participação e mobilização da categoria são fundamentais para garantir êxito nas negociações.
“A Conferência é um momento importante da categoria. Pela primeira vez, teremos um encontro virtual. No entanto, a distância não pode nos limitar de nos organizarmos para fazer o enfrentamento e garantir melhores condições de trabalho. É através da nossa campanha, da mobilização dos bancários e bancárias que vamos conseguir colocar peso nas negociações com os bancos. Além da reposição das perdas salariais, temos que debater outros pontos cruciais, como o emprego, não privatização dos bancos públicos, fim das metas, entre outros”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), que também representa os bancários capixabas no Comando Nacional da categoria.
Negociações
Após aprovada na Conferência Nacional, a minuta de reivindicações é apresentada à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e, em seguida, começam as negociações da nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. A CCT atual tem vigência somente até o 31 de agosto.
Com a reforma trabalhista, não há mais garantia da ultratividade dos acordos e convenções coletivas. Mesmo com a pandemia, os trabalhadores não conseguiram reaver esse direito. O presidente Bolsonaro vetou o artigo da MP 936 que garantia a vigência dos acordos coletivos durante toda a pandemia do novo coronavírus. Assim, caso as negociações não finalizem em agosto, os direitos previstos na Convenção conquistados pelos bancários, como vales refeição e alimentação, auxílios educação, creche, babá, podem ser alterados ou extintos.
“Precisamos nos engajar e nossa luta começa pela Conferência. Além de defender nossos direitos, temos a responsabilidade de construir o fora Bolsonaro/Mourão. Esse governo já provou, na prática, que é contrário a tudo que é relacionado ao respeito à vida, à natureza e à garantia dos direitos dos trabalhadores. Todas as medidas enviadas por Bolsonaro ao Congresso são para favorecer o setor patronal, e não os trabalhadores. Temos, portanto, esse compromisso de nos unirmos aos demais movimentos sociais para lutar pela saída desse governo”, defende Carlão.
Confira a programação:
Sexta-feira, 17 de julho
18h – Votação do Regimento Interno
18h20 – Abertura solene
Sábado, 18 de julho
9h – Mesa 1 – Conjuntura econômica
9h50 – Mesa 2 – Conjuntura política e tributária
10h45 – Mesa 3 – O sistema financeiro
13h – Almoço
14h – Mesa 4 – Comunicação, organização e estratégia de atuação
15h – Mesa 5 – Aprovação da minuta, propostas, resoluções e moções


