Corrida para sacar FGTS pode expor empregados da Caixa ao coronavírus

17/03/2020 17:57

Decisão do ministério da Economia deve levar milhares de pessoas às agências da Caixa e aumentar o risco de contágio

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou nessa segunda-feira, 17, que injetará R$ 21,5 bilhões no FGTS para permitir que cotistas façam novos saques. Segundo Guedes, a medida é uma forma de suavizar os efeitos na economia da pandemia de coronavírus. O governo não considerou, porém, que a medida causará uma corrida às agências, aumentando os riscos de exposição dos empregados à Covid-19 – doença causada pelo coronavírus.

“Mais uma vez a Caixa não respeita seus empregados. Enquanto há uma preocupação mundial para evitar que as pessoas se mantenham em quarentena em casa e não se exponham a aglomerações, a Caixa cria uma corrida às agências que irá expor seus empregados e a população que vai sacar o FGTS”, protesta a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Rita Lima. Ela afirma que a medida é irresponsável porque não prevê nenhum plano de atendimento escalonado do público para evitar a sobrecarregar nas unidades.

Empregados sem Saúde Caixa

A grave situação da categoria que é vulnerável aos riscos de contágio do vírus por estar em contato diário com o público, é mais preocupante ainda para as mais de duas mil pessoas com deficiência (PcDs) admitidos sem Saúde Caixa e abandonadas pela direção do banco.

Nessa segunda-feira, 16, a Fenae enviou ofício ao banco para exigir a imediata inclusão dos seus trabalhadores no Saúde Caixa. Segundo a Fenae, estender o Saúde Caixa a esses empregados é uma decisão que deveria ser tomada urgentemente ante a ameaça da pandemia.