O Decreto 4623-R do Governo do Espírito Santo, publicado no Diário Oficial do Estado (DIO-ES) deste sábado, 4, entre outras medidas, prorroga a suspensão do atendimento ao público em todas as agências bancárias, públicas e privadas, até o dia 18 de abril de 2020 – o Decreto 4604-R mantinha a suspensão do atendimento até o dia 06/04/2020. Segundo o novo decreto, idêntico ao anterior, ficam mantidos “os atendimentos referentes aos programas bancários destinados a aliviar as consequências econômicas do novo coronavírus (Covid-19), bem como os tendimentos de pessoas com doenças graves e o funcionamento de caixas eletrônicos”.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), o decreto do Governo do Estado não evita que os bancários continuem expostos ao contágio da Covid-19. “Hoje a categoria está correndo risco de morte. A Organização Mundial de Saúde indica o isolamento social como única medida que pode reduzir o contágio do coronavírus. Não há outra solução. Por isso o Sindicato pede ao governador Renato Casagrande o fechamento irrestrito de agências, departamentos, correspondentes bancários e financeiras. Lamentavelmente, perdemos um colega da Caixa Econômica de São Mateus neste sábado, 4, vítima da Covid-19. O que o governador está esperando para fechar definitivamente as agências, outras mortes?”, questiona Carlão.
Desde que a OMS classificou o coronávirus como pandemia, no último dia 11 de março, o Sindicato já enviou dois ofícios ao Governo do Estado pedindo o fechamento irrestrito das agências, departamentos, correspondentes bancários e financeiras. “Sabemos que as agências bancárias são espaços fechados, projetados para proteger o patrimônio, não a saúde de empregados e clientes. Esse ambiente insalubre aumenta o risco de contaminação. Com a curva de contaminação ascendente, é insensato que o Governo do Estado, os bancos e as financeiras continuem expondo empregados, clientes e usuários ao risco de contágio do coronavírus”, critica o coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire.
Jonas adverte que o empregado, durante sua jornada de trabalho, fica o tempo todo vulnerável ao contágio. “O risco para clientes e usuários é grande. Trinta ou quarenta minutos que a pessoa fica aguardando o atendimento já são suficientes para contrair o vírus. Imagine para o empregado, o risco é permanente. Ele passa horas atendendo diversos clientes diferentes. Por isso o Sindicato insiste: o fechamento irrestrito é a única medida efetiva neste momento. A vida vale mais que o lucro”, reitera Jonas.

