Defesa da vida das mulheres e Fora Bolsonaro dão o tom do 8M

08/03/2022 18:19

As mulheres capixabas levaram o grito de Fora Bolsonaro para as ruas do Centro de Vitória neste 8 de março, Dia Internacional de Luta

Fotos: Sérgio Cardoso

A luta das mulheres se manteve firme ao longo da pandemia e mostrou novo fôlego e articulação neste Oito de Março. Trabalhadoras e trabalhadores reuniram-se para ato público nesta terça, 8, pela vida das mulheres. No ato, as trabalhadoras e trabalhadores reivindicaram a interrupção imediata do genocídio de Bolsonaro e da precarização das relações de trabalho e condições de existência das mulheres trabalhadoras.

A presença das bancárias e dos bancários foi marcada pela defesa intransigente da vida, da dignidade e da saúde das mulheres. No ato, a diretora Cláudia Garcia de Carvalho deu o tom de solidariedade entre trabalhadores e trabalhadoras para fortalecer a luta das mulheres, impulsionando a resistência ao bolsonarismo.

“Os bancários estão nesta luta para dizer que pela vida das mulheres, comida no prato. Nossa luta hoje passa pelo fim da fome, por empregos dignos e salários justos. É preciso lembrar que as bancárias sofrem assédio todos os dias. Estamos aqui em nome dessas mulheres que querem denunciar, que lutam por dignidade. Sempre será para nós, pela vida das mulheres!” Cláudia finalizou a fala convocando um sonoro “Pela vida das mulheres, Fora Bolsonaro!”.

Com as Mulheres e em luta

Para o Dia Internacional de Luta das Mulheres 2022, mais de 40 entidades redigiram um manifesto unificado que mostra a dimensão transversal e a urgência da luta das mulheres trabalhadoras pelo Fora Bolsonaro. 

O texto articula os impactos do bolsonarismo sobre a vida das mulheres, sejam elas bancárias, trabalhadoras informais, integrantes de minorias urbanas, negras, periféricas ou campesinas. O Sindibancários e a Intersindical são signatários do documento.

Em uma fala forte e emocionada, Rita Lima, diretora dos Sindicato e da Intersindical, lembrou que se trata de uma luta coletiva, que precisa ser abraçada por todas as mulheres e agregar os companheiros de luta. “Nossa luta por igualdade, pelo fim do assédio e da violência é uma luta de todos e todas. Esse é o preceito de uma sociedade libertária”. Rita também pontuou o esforço nacional que move a luta feminista e trabalhadora neste 8M. A Intersindical está em Vitória e em outras praças do Brasil compondo com as mulheres trabalhadoras para dizer basta ao feminicídio e pelo fim da carestia que tem legado fome às trabalhadoras”, pontuou.

A fala da dirigente retomou a política genocida adotada por Bolsonaro, Mourão e Guedes ao longo da pandemia de Covid-19. Bolsonaro e seus aliados são responsáveis pelas mais de 650 mil vidas perdidas durante a pandemia. 

“Não é possível que na conjuntura em que nós vivemos no Brasil o atual governo, ou desgoverno, só pense e trabalhe pela morte da classe trabalhadora. Ou morremos de Covid, ou de fome ou de tiro. Se estamos na praça hoje é também para dizer fora Bolsonaro e Mourão!”, finalizou.

Parada no Palácio Anchieta e dispersão cultural no Mucane

A concentração do ato aconteceu na Praça Costa Pereira e seguiu pela Avenida Jerônimo Monteiro, com parada em frente ao Palácio Anchieta, sede do poder executivo do Espírito Santo. Ali, as mulheres exigiram do governador Renato Casagrande políticas públicas em defesa das mulheres, com especial atenção às políticas de combate à violência contra a mulher e ao feminicídio.

A violência política contra parlamentares capixabas também foi lembrada, com denúncia das agressões sofridas pelas vereadoras de Vitória  Camila Valadão (Psol) e Karla Coser (PT), no exercício de seus mandatos.

O ato continua com ampla programação cultural e política organizada pelo Museu Capixaba do Negro (Mucane), também localizado no Centro de Vitória, com roda de samba, discotecagem, recital de poesia e slam, apresentação de danças afro e musicais. 

Solidariedade às mulheres afetadas pela guerra no Leste Europeu

Lima também traçou um espaço de solidariedade às mulheres do Leste Europeu afetadas pela guerra imperialista que move OTAN, EUA, China e Rússia.  “Estamos aqui pela paz também. Trabalhadoras estão morrendo no Leste Europeu e pagando por uma guerra comercial e imperialista. Somos solidárias às mulheres que estão resistindo com filhos e famílias, que merecem viver.”

O ato seguiu os protocolos de segurança recomendados para conter a propagação da pandemia de Covid-19, com distanciamento social e distribuição de máscaras e álcool 70%.

Veja mais vídeos e fotos do 8M Vitória