“Sem aumento real não dá!”. Essa foi a frase que resume a posição do Comando Nacional dos Bancários frente a mais uma proposta desrespeitosa dos banqueiros. Na rodada desta quarta-feira (26), a 11ª, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) manteve a proposta rebaixada que impõe perda de 1,50% à categoria bancária. Os bancos oferecem um reajuste de 2,57%, ou seja, o índice não repõe nem a inflação do período (4,10%). O Comando rejeitou novamente a proposta na mesa. As negociações serão retomadas na manhã desta quinta-feira (27).
A representação dos trabalhadores reafirma as reivindicações da categoria: aumento real, com base no INPC, nos salários, nas demais remunerações e auxílios, além de maior distribuição da PLR. Em relação à PLR, há uma diferença entre a proposta anterior e a atual da Fenaban. Os bancos propuseram reajustar apenas o teto da regra básica. A proposta só impactaria cerca de 35 mil bancários que ganham mais de R$ 18 mil. A maioria dos bancários seria prejudicada sem aumento real.
O coordenador-geral do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), que também é membro do Comando, criticou a posição desrespeitosa dos banqueiros. “Ao apresentarem uma proposta com reajuste abaixo da inflação, os bancos querem impor um achatamento salarial à categoria. Isso nós não podemos e não vamos aceitar. E inaceitável que um dos setores que mais lucram no Brasil insistam em impor perdas aos seus trabalhadores e trabalhadoras”. Carlão lembrou que em 2025 os bancos registraram lucro de R$ 182 bilhões. “Quem constrói esse lucro retumbante ano após ano são os bancários e bancárias”.
O dirigente capixaba afirmou que a intransigência dos bancos precisa ser respondida à altura pela categoria. “O momento é de unidade, força e coesão. Temos que virar esse jogo para conquistar nossas reivindicações. Já são 11 rodadas de negociações sem que os bancos apresentem uma proposta minimamente decente à categoria. Só hoje foram mais de nove horas de negociações e saímos da mesa com essa proposta indecente. Vamos continuar negociando. Enquanto tem bambu, tem flecha. Mas temos que nos prepararmos para um enfrentamento mais duro e decisivo nesta reta final das negociações. A categoria bancária é forte e saberá se impor para defender seus direitos.”
Plenária nesta quinta (27)
Carlão convocou os bancários e bancárias para a plenária organizativa (on-line) que acontece nesta quinta-feira (27), a partir das 19h. “É muito importante que as bancárias e os bancários capixabas participem da plenária. Reafirmo, precisamos estar preparados para enfrentar os bancos. Caso as negociações se esgotem na mesa, temos que estar prontos para fazer uma greve nacional. Neste momento, essa é uma realidade que temos que considerar”, ressaltou.
Fotos: Contraf









