O Fórum Capixaba em Defesa da Vida das Trabalhadoras e dos Trabalhadores volta às ruas nesta sexta-feira, 07, para o Dia de Luto|Dia de Luta pelo Fora Bolsonaro-Mourão. Representantes das centrais sindicais e dos movimentos sociais que fazem parte do Fórum vão se concentrar no Tancredão, em Mário Cypreste, a partir das 8h00. Às 10h, eles partem em carreata pelas ruas de Vitória.

Jonas Freire, coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, lembra que este será o sexto ato do Fórum. Desde o primeiro, em junho, que fincou cruzes na Praia de Camburi em alusão às vítimas da covid, o Fórum tem responsabilizado o presidente Bolsonaro e o governador Renato Casagrande pelas mortes causadas pela doença. “Temos criticada essa política genocida do Governo Federal que encontro paralelo aqui no Espírito Santo sob Casagrande”, aponta.

Jonas afirma que, a exemplo dos anteriores, no ato desta sexta também serão tomados todos os cuidados para evitar aglomeração. “A organização do Fórum tem controlado a participação e adotado medidas de higiene como uso de álcool gel e máscara. Ninguém aqui é negacionista ou tampouco está disposto a desafiar o vírus. Mas ir para as ruas neste momento para pedir o Fora Bolsonaro se tornou um ato em defesa da vida. Este governo genocida está provocando um caos sanitário e social sem precedentes”, assinala.

O dirigente diz ter certeza que não há salvação para o povo brasileiro sob este governo. “O Brasil caminha para a marca trágica de 100 mil mortes e mesmo assim continuamos há quase três meses sem ministro da Saúde. Estamos entregues à própria sorte. No Espírito Santo, já ultrapassamos 2,6 mil óbitos e o governador, com um mês de isolamento social, cedeu à pressão das elites empresariais e passou a abrir tudo. Não podemos aceitar essa situação e simplesmente normalizar as mortes, como deseja Bolsonaro. Para voltarmos a ter o direito à vida, Bolsonaro e Mourão precisam sair já”.

Além do Fora Bolsonaro, bandeira cativa nos atos, o Fórum também defende o fortalecimento do SUS e reivindica que o Governo do Estado pague o auxílio emergencial no valor de um salário mínimo aos trabalhadores sem renda.

No último dia 24, o Fórum foi para a porta da Secretaria de Estado da Educação (Sedu) para pedir ao Governo Casagrande não autorizasse a volta às aulas na rede pública de ensino. A decisão de retomar as aulas acabou sendo adiada para setembro.