Na manhã de hoje (09), diretores e diretoras do Sindibancários/ES participaram do Dia Nacional de Luta pelo fim do teto do Saúde Caixa. Os dirigentes conversaram com funcionários e funcionárias e entregaram o material da campanha na agência da Caixa em Jardim da Penha, na Dante Micheline, e da Caixa Singular, na Praia do Canto.
A mobilização foi convocada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e tem como objetivo ampliar o debate sobre o futuro do Saúde Caixa e pressionar o banco a discutir o fim do teto imposto pelo estatuto da Caixa para os gastos com a saúde de seus empregados.
Hoje, a Caixa limita seus gastos com saúde dos empregados a 6,5% da folha salarial, mas os custos médicos continuam aumentando ano após ano.
Para Ronan Teixeira, diretor do Sindibancários/ES e representante da Fetraf-RJ/ES na CEE, a derrubada do teto é a prioridade. “É imprescindível que o teto caia. A inflação médica está nas alturas e a Caixa, que é a patrocinadora do plano, possui um teto de 6,5%. Se existe um teto para ela e não existe para a gente, essa inflação médica é toda absorvida por nós. Isso não é correto. Não é novidade para nenhum de nós que o plano está praticamente insustentável da gente pagar e com uma qualidade bastante duvidosa em relação aos atendimentos”, destacou Ronan.
André Tosta, diretor do Sindibancários/ES e Conselheiro no Conselho de Usuários da Caixa, ressaltou os três pilares que construíram o Saúde Caixa: mutualismo, solidariedade e o pacto intergeracional. “O Saúde Caixa foi montado em 2001 baseado em três pilares que não podemos abrir mão na hora de negociar. O primeiro, o mutualismo. A gente construiu o Saúde Caixa como um fundo mútuo dos empregados. Todo mundo contribui para que nós tenhamos esse acesso privilegiado à saúde. Nós temos uma solidariedade dentro desse pacto que nós fizemos. Então, todo mundo é solidário dentro desse plano e todo mundo contribui com a mesma parcela do seu salário. Quem ganha mais contribui mais, quem ganha menos contribui menos. Por último, temos o pacto intergeracional”, afirmou o dirigente.
“De 2003 a 2018 o plano foi superavitário. Depois nós tivemos inflação médica acima da inflação e das reposições salariais, aperto por causa da pandemia e a Caixa colocou um teto de 6,5. É por isso que hoje o plano é deficitário”, completou André.
O teto afeta diretamente os empregados do banco, pois há mais pressão sobre as mensalidades, risco à qualidade da assistência, ameaças aos direitos dos aposentados e restrições para os empregados pós-2018.
Enquanto isso, a categoria adoece cada vez mais com a falta de pessoal, fechamento de unidades, cobrança excessiva por metas, sobrecarga de trabalho e modelos impostos sem estrutura adequada.
Durante o ato, funcionários e funcionárias também questionaram sobre o Super Caixa. O programa, além de ter sido implantado sem discussão com o movimento sindical, tem gerado insatisfação e sentimento de desvalorização entre os trabalhadores do banco.
Quem cuida da Caixa precisa ser cuidado
A categoria defende o fim do teto de custeio, sustentabilidade do Saúde Caixa, respeito aos aposentados e proteção aos empregados da ativa.
“O trabalhador da Caixa é o maior patrimônio e ele precisa ser cuidado como tal. Precisamos nos mobilizar para não continuarmos perdendo nossos direitos e o plano de saúde é um deles”, concluiu Ronan.









