Após perder votação sobre alteração estatutária, a direção do Banco do Brasil e da Cassi já se movimentam no sentido de aumentar a arrecadação do plano onerando os associados. Foi aprovado na última reunião da diretoria da Cassi, no dia 04, um pacote de medidas com corte de gastos e reajustes.
Entre a mudanças está o aumento do percentual pago pelos empregados, que, se aprovado, passará de 20% para 30% no caso dos exames, e de 40% para 50% nas consultas. As propostas devem ser submetidas à votação do Conselho Deliberativo nesta sexta-feira, 14.
“É mais um ônus para os trabalhadores, sem nenhuma contrapartida do banco. E a forma como a proposta está sendo conduzida é autoritária, novamente sem debate com os associados. A direção da Cassi e a do banco não discutem, tentam impor”, destaca Goretti Barone, diretora do Sindibancários/ES.
Goretti também critica a falta de transparência. “Por que as pautas da diretoria executiva e do Conselho Deliberativo não são divulgadas com antecedência? Os associados têm o direito de saber o que está sendo discutido, e já que se trata de um plano de autogestão, que tem a participação dos trabalhadores, eles precisam ser envolvidos no debate”, pondera.
Circula também informação de que no pacote estaria previsto ainda uma mudança no critério de cobrança da coparticipação, segundo a qual, caso o percentual pago pelo empregado sobre o procedimento médico exceda o teto de 1/24 avos do salário, a diferença não seria mais custeada pelo plano, mas descontada do próprio empregado nos meses subsequentes.
A mudança no critério é explicada pelo seguinte exemplo hipotético:
O funcionário X, que ganha 5.000 reais, faz uma ressonância magnética que custa 1.500 reais. Com a coparticipação em 20%, cabe ao funcionário pagar 300 reais. Com o limitador de 1/24 avos sobre o salário, equivalente a 4,16%, o funcionário tinha descontados apenas os 208 reais.
Pelo novo critério proposto, ficam pendentes os 92 reais restantes, que serão cobrados nos meses subsequentes. Com isso a contribuição dos empregados vai subir exponencialmente. Muitos vão estar sempre no teto da coparticipação, pagando mais de 8% do salário.






