Com gritos de “soberania não se negocia” e “sem anistia”, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, dirigentes sindicais e militantes de movimentos sociais ocuparam as ruas do Centro de Vitória no 31º Grito dos Excluídos e das Excluídas. O ato realizado na manhã deste domingo (07) teve início no Portal do Príncipe, próximo à rodoviária, e terminou em frente ao Palácio Anchieta, onde estão acampadas as famílias da ocupação Vila Esperança, que reivindicam o direito à moradia. Ao longo do percurso, os manifestantes receberam diversas demonstrações de apoio de quem passava de carro pelas avenidas.

Com cartazes e bandeiras carregados de dizeres em defesa da democracia, pelo direito à educação, à saúde e contra a devastação ambiental, os manifestantes reafirmaram o tema da edição do Grito deste ano: “Cuidar da casa comum e da democracia é luta de todo dia”.  O fim da escala 6 X 1 e do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês também foram reivindicações centrais dos manifestantes. O coordenador-geral do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), destacou o engajamento da categoria bancária nos atos deste 07 de Setembro.

 

“A categoria bancária em nível nacional está junto com os trabalhadores e as trabalhadoras, as centrais sindicais e os movimentos populares neste 07 de Setembro , na luta pela democracia e pela nossa soberania, mas também contra a jornada 6x 1. Queremos na categoria bancária uma jornada semanal de quatro por três, dignidade e  respeito à saúde dos trabalhadores. Lutamos ainda por inclusão social, pela isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e pela não intervenção dos EUA na nossa democracia. A soberania do povo brasileiro está acima de tudo e não é negociável”, bradou Carlão.

 

A unidade da classe trabalhadora em defesa da democracia e por mais direitos é crucial neste momento adverso da conjuntura política e econômica do Brasil, como destaca a dirigente da Intersindical e do Sindibancários/ES, Rita Lima.

“Nós, da Intersindical, participamos desse ato tão importante junto com outros trabalhadores e nos somamos a essa luta contra a extrema direita e o fascismo no Brasil. Estamos nas ruas em defesa da nossa democracia, dos direitos dos trabalhadores, pelo fim da escala 6 x 1 e pela isenção do Imposto de Renda para os mais pobres e  a taxação para os mais ricos. Hoje é dia de unidade, de juntar forças para dizer em alto e bom tom: soberania não se negocia”.

Plebiscito

O fim da escala 6 X 1 e a reforma do Imposto de Renda, com a taxação dos super-ricos e a isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, estão em votação no Plebiscito Popular até o dia 30 de setembro. Durante o Grito, o militante do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) Renan Almeida falou sobre a importância do envolvimento dos trabalhadores de todas as categorias nessa luta por melhores condições de vida para a maioria da população brasileira.

“Esse é um momento importante de organização da classe trabalhadora em favor daqueles que são oprimidos pelo sistema. Estamos neste momento do plebiscito nacional e é importante a participação de toda a classe trabalhadora nesse processo. Com seu voto vamos conseguir fazer a mudança que tanto esperamos”, frisou Almeida.

O Sindicato dos Bancários/ES está engajado no plebiscito. Desde o início de agosto, os dirigentes iniciaram a visita às agências e unidades bancárias com a urna do plebiscito para que todos bancários e bancárias participem. Quem ainda não votou, também pode dar seu voto por meio da urna on-line.

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*Fotos: Sérgio Cardoso