
Bancários e bancárias do Banco do Brasil vestiram-se de luto nesta sexta-feira, 09, em protesto contra o novo programa de reestruturação do banco, o chamado “Plano de Adequação de Quadros”, anunciado no dia 29 de julho.
O plano sedimenta mais uma fase do desmonte do Banco do Brasil, com extinção de funções, redução de postos de trabalho, fechamento de agências e departamentos, além de novo plano de desligamento incentivado. Os protestos desta sexta fazem parte do calendário de luta em defesa dos bancos públicos, definido na 21ª Conferência Nacional dos Bancários.
No Espírito Santo, diretores do Sindicato percorreram agências da Grande Vitória e do interior, dialogando com bancários e clientes sobre os impactos da reestruturação. “Hoje é um dia que marca um processo de luta, de resistência contra a reestruturação e o desmonte da Cassi e do Banco do Brasil. Foi um dia importante de conversa com os funcionários no sentido de fortalecer essa mobilização”, disse o diretor do Sindibancários/ES e empregado do BB, Thiago Duda.

A atividade acontece logo após divulgação do lucro semestral o BB, que atingiu R$ 8,679 bilhões no primeiro semestre de 2019, um crescimento de 38,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
“Não há justificativa para o desmonte que está sendo feito no BB. O lucro do banco permite ampliar as contratações, melhorar as condições de trabalho e o atendimento ao público, mas a política de gestão aplicada pelo governo vai no sentido contrário”, critica a diretora Goretti Barone.
Segundo informações do BB, 719 agências serão impactadas pela reestruturação. Dessas, 634 diminuirão de nível, o que acarretará em redução de funcionários e redução salarial para os gerentes. As mudanças afetam também a qualidade do atendimento e as condições de trabalho, já precarizadas pela sobrecarga cotidiana.


