A representação dos empregados cobrou, durante reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Condições de Trabalho realizada nesta terça-feira, 18, maior celeridade e soluções efetivas da Caixa. Essa é a quarta reunião do GT e, apesar do avanço na tratativa de alguns temas, as pautas prioritárias, como a saúde dos empregados, continuam sem nenhuma discussão no GT.

O fim do assédio moral e da pressão por metas são reivindicações dos bancários, que enfrentam um cotidiano adoecedor nas agências e unidades da Caixa. “Desde a primeira reunião, solicitamos à Caixa que nos informe o número de adoecidos no banco e até o momento não recebemos nada. Isso é um indício que o grau altíssimo de adoecimento e afastamentos dos bancários da Caixa deve ser ainda maior do que já sabemos, devido à demora na apresentação desses dados. Um dos nossos principais objetivos no GT é discutir, justamente, como acabar com as causas do adoecimento psíquico entre os bancários. Mas a Caixa se esquiva do assunto”, denuncia o diretor do Sindibancários/ES, Ronan Teixeira, que integra a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa.

Gestão pelo medo

A representação dos empregados também questiona a afirmação do banco de que a gestão pelo medo acabou na Caixa.  “O banco alardeia que a gestão pelo medo na Caixa acabou. Este pode ser um desejo da nova gestão, mas, efetivamente, não é verdade. Temos avanços sim, mas não o suficiente para acabar com as cobranças abusivas de metas”, disse a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt.

Mesa de negociações

Durante a reunião, os membros do CEE também reforçaram a necessidade de discutir outros temas que precisam ser tratados na mesa de negociações entre o banco e a comissão de representação dos empregados.  “Queremos discutir as dores dos bancários em todos os espaços possíveis, inclusive na mesa de negociações. O que não podemos é tolerar que o banco não apresente nenhuma solução para as demandas apresentadas e postergue o sofrimento dos empregados”, enfatiza Teixeira. Os representantes dos empregados também reivindicam que sejam discutidos o plano de funções gratificadas (PFG) e os desdobramentos de encarreiramento na mesa de negociações, assim como o teletrabalho e a Funcef (Fundação dos Economiários Federais – o plano de previdência dos empregados Caixa.

Outras cobranças

  • Contratação de mais empregados para sanar o problema de sobrecarga;
  • Atas das reuniões do GT;
  • Universidade Caixa precisa chegar realmente às unidades e ser acessível, com tempo disponível para estudo durante o expediente e cursos presenciais;
  • Solução para problemas de sistemas e equipamentos obsoletos;
  • Calendário para mesas de negociações;
  • Negociação sobre o Saúde Caixa;
  • Retirada do “Fique bem” do “Conquiste”.

Informações e cobranças

A Caixa trouxe informações sobre o acesso remoto ao sistema interno, sobre a “trilha de saúde” e sobre pessoas com deficiência empregadas pelo banco, que atingiu os 5% obrigatórios por lei. Segundo o banco, dos 86.473 empregados, 5,01% (4.329) são pessoas com deficiência.

Os empregados lembraram que:

  • Muitas vezes, mudanças no sistema não funcionam devido à qualidade dos equipamentos, que travam e há queda do sistema;
  • Gestores dividem metade da atuação do teletrabalho em home office e a outra presencial, para evitar o pagamento do adicional estipulado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria;
  • A falta de prioridade para pessoas com deficiência e pais de pessoas com deficiência e crianças com até seis anos de idade para o teletrabalho, conforme definido no artigo 75-F da CLT, bem como a não redução da jornada para este grupo.

Com informações da Contraf