Como serão os desafios na luta em defesa de direitos durante e no pós-pandemia? Essa foi uma das questões debatidas no Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Santander, que aconteceu nesta terça-feira (14). A atividade, que reuniu virtualmente cerca de 150 participantes de todo o país, além de definir as pautas de lutas específicas, integra o calendário da 22ª Conferência Nacional dos Bancários, que acontece na próxima sexta-feira (17) e sábado (18).
As demissões indiscriminadas que o banco vem promovendo em meio à pandemia do novo coronavírus, a adoção de práticas antissindicais; e o descumprimento das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), foram temas debatidos no Encontro.
“O Encontro é sempre um momento importante da Campanha Nacional. A deste ano, em especial, sabemos que será uma das mais difíceis. Temos uma conjuntura político-econômica bastante adversa e uma crise sanitária sem precedentes. É um cenário desafiador. Por isso a união da categoria neste momento nunca foi tão importante”, destacou a diretora do Sindicato dos Bancários/ES e empregada do Santander, Cláudia Garcia de Carvalho, que participou do Encontro como delegada junto com Cláudio Merçon (Cacau), membro da COE Santander.
Mobilização em redes
A primeira parte do Encontro foi reservada a uma oficina de formação ministrada pelo consultor em comunicação, internet e redes sociais, Ricardo Negrão. Ele falou sobre o aprofundamento e o papel das mídias sociais neste momento e no pós-pandemia. O objetivo dos organizadores foi sensibilizar os participantes sobre a importância de usar as redes e outras ferramentas digitais para mobilizar a categoria para a luta.
“O bancário, assim como qualquer outra pessoa é impactado a todo momento por diferentes métodos e canais. Nós também precisamos pensar em como atingi-lo”, disse Negrão. “Mas, não basta pensar na distribuição do conteúdo. Antes precisamos definir objetivos e estratégias, com base em pesquisas. Escolher temas, linguagem, palavras-chave e quais canais serão utilizados. Somente depois disso vamos produzir e aí, todos temos que colocar a mão na massa para a mensagem chegar onde a gente quer que ela chegue”, completou.









