Entidades cobram solução estrutural para a Cassi e pressionam BB por maior responsabilidade no custeio

25/06/2026 13:37

Comissão de negociação critica proposta que onera associados, não traz solução para pós-2018 e nem para funcionários egressos de bancos incorporados

Na semana passada, (27), representantes das entidades se reuniram na sede da ANABB, em Brasília, para analisar a situação econômica e financeira da Cassi antes do encontro com os representantes do Banco do Brasil, realizado no período da tarde.

Durante a reunião, houve consenso entre as entidades de que a Cassi necessita de medidas imediatas para fortalecer seu caixa e recompor suas reservas garantidoras, que atingiram o patamar mínimo neste mês de maio de 2026.

O Banco do Brasil apresentou uma proposta que contempla mudanças no modelo de custeio com a adoção de um modelo híbrido. Pelo que foi noticiado pelas entidades que participaram, a proposta preserva o percentual de contribuição dos associados sobre a folha de pagamento e cria uma nova fonte de financiamento para a Cassi, utilizando como referência a tabela de custos assistenciais já existente na Caixa de Assistência, prevendo participação da patrocinadora e contribuição adicional dos associados.

“Pra começar, não tivemos acesso aos detalhes da proposta e isso é um absurdo. Como podemos debater com a categoria sem sabermos os detalhes do que o patrocinador colocou na mesa? Além disso, o modelo híbrido por si só já demonstra que o princípio da solidariedade e da isonomia já estariam sendo desrespeitados. E essa proposta ignora, especialmente, a cobertura dos pós-2018 da ativa e para os egressos de bancos incorporados”, afirmou Igor Chagas, diretor do Sindibancários/ES.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, criticou a postura do banco e cobrou maior comprometimento da patrocinadora com a sustentabilidade da Cassi.

“Não é possível que, mais uma vez, o Banco do Brasil tente transferir aos associados o maior peso da solução, enquanto mantém uma participação aquém da responsabilidade que possui como patrocinador. A Cassi é patrimônio dos associados do banco e exige uma resposta à altura da gravidade do momento. O banco precisa assumir seu papel de forma efetiva e apresentar uma proposta que garanta sustentabilidade sem penalizar ainda mais os trabalhadores”, declarou.

Fernanda também reforçou que uma solução que não contemple os funcionários admitidos após 2018 e os egressos de bancos incorporados não terá respaldo do movimento sindical.

Na avaliação das entidades, a proposta ainda impõe um peso excessivo aos associados e não assegura o aumento percentual esperado na participação financeira do Banco do Brasil.

“Não aceitaremos uma proposta que não cubra o déficit. Queremos que o banco aumente sua participação sem sobrecarregar tanto os associados da ativa, quanto os aposentados”, reafirmou Igor.

Foi acordado um novo calendário de negociações: uma reunião virtual no dia 29 de maio, na qual a proposta apresentada pelo BB foi discutida, e uma nova reunião presencial no dia 3 de junho.

“As negociações serão retomadas, o Espírito Santo está acompanhando de perto as negociações e a categoria precisa se preparar para a luta, pois só com a luta conseguiremos que o Banco do Brasil verdadeiramente se responsabilize pela prevenção e promoção da saúde de seus funcionários e funcionárias através da Cassi", finalizou o dirigente.

Fonte: Contraf com alterações Sindibancários/ES