A minuta de reivindicações dos banestianos foi entregue aos representantes do banco na manhã dessa terça-feira, 26, marcando o lançamento da Campanha Nacional 2024 no Espírito Santo. Antes, um ato político-cultural, com café da manhã para os bancários e bancárias, aconteceu em frente ao edifício Palas Center. O artista Vitor Passarim deu o tom da manifestação, com sua música e recitação de poesia. Da Direção Geral do Banestes, os diretores do Sindicato seguiram em caminhada pelos bancos do Centro de Vitória, visitando agências do Itaú, Caixa, Santander, Banco do Brasil, Bradesco e Banestes para dialogar com os bancários sobre a pauta de reivindicações da categoria e o início das mobilizações da Campanha Nacional.
Entrega da minuta
“Nossa expectativa é avançar pra valer nos principais eixos de reivindicações. O Banestes pode, precisa e deve investir nos funcionários, resolver questões como a Banescaixa para os aposentados, a construção do plano de carreira e cláusulas para garantir a saúde dos empregados. Esperamos disposição e generosidade do banco na mesa de negociação”, afirmou o diretor Jonas Freire no ato de entrega da minuta. Ele lembrou que os banestianos fazem seu papel diariamente, entregando todos os resultados positivos para o banco.
A diretora Vanessa Espindula destacou a necessidade do estabelecimento de um cronograma para o debate das cláusulas começando pelo plano de carreira e a Banescaixa, passando pela retomada do processo seletivo interno e outros temas. Os diretores Paulo Soares e Júlio Passos reafirmaram a valorização dos funcionários como forma de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no cotidiano que tem rendido sucessivos lucros ao banco.
O gerente geral de Recursos Humanos, Alexandre Addeo Carlquist, recebeu a minuta e informou que o documento será levado à análise da direção do Banestes. Segundo ele, paralelamente às negociações com a Fenaban, será estabelecido um cronograma para tratar das questões específicas. “O Banestes, assim como a Fenaban, reconhece o Sindicato e quer negociar”, afirmou.
Ato político
No ato político que antecedeu a entrega da minuta, o diretor do Sindicato Jonas Freire ressaltou que o lucro do banco permite o aumento real de salário de 10% que está sendo reivindicado no Banestes. “Somos nós que construímos esse lucro. Também esperamos que esse ano seja diferente nas negociações sobre saúde e condições de trabalho rompendo com esse modelo assediador”, afirmou.
Vanessa Espíndula destacou que o aumento real se justifica pelas perdas históricas no Banestes e lembrou da promessa de um plano de carreira feita pelo presidente do banco no Encontro de Gigantes.
Arthur Moreira, funcionário do Banestes, usou o microfone para pedir apoio da população à luta dos banestianos na campanha deste ano. “Precisamos de condições de trabalho para cumprir o papel social no atendimento à sociedade capixaba. Precisamos também que o Governo Estadual se sensibilize e dê condições à Direção Geral para fazer uma boa negociação com os bancários”, afirmou.
Cláudio Merçon (Cacau), diretor da Federação dos Trabalhadores do Ramos Financeiro RJ/ES, ressaltou a importância do banco público no financiamento de políticas públicas e a presença do Banestes em todos os municípios do Espírito Santo, ao contrário dos bancos privados, que só ficam onde dá lucro.
Idelmar Casagrande, falando pela Intersindical, cobrou do governador Renato Casagrande o compromisso assumido durante sua campanha de não privatizar o Banestes, lembrando que iniciativas do governo promovem uma privatização fatiada da instituição, colocando em risco o patrimônio do povo capixaba. Também chamou os banestianos à luta nesta campanha.
Expectativa dos funcionários
Entre os banestianos que chegavam ao Palas Center para o trabalho e foram recepcionados com o café da manhã do lançamento da campanha é grande a expectativa para as negociações deste ano.
“A negociação deve ser difícil, tem que brigar pra dar certo. As prioridades devem ser a Banescaixa, as perdas salariais e o PCS. Também tem que ver a questão da REV [remuneração estratégica variável]. Tem a pressão de vender e vender produtos e quando o banco dá lucro nosso ganho é reduzido, como neste ano”, afirmou Arnaldo Peixoto, da Gerência de Cartões.
“Precisamos de menos cobranças e menos sobrecarga. Em alguns lugares, é só uma pessoa para fazer várias coisas. O pessoal que está em home office também está reclamando de sobrecarga”, disse Carlos Rogério Rocha, da Gerência de Suporte ao Usuário.
“O plano de carreira é o mais importante pensando em médio e longo prazos. É o que eu sinto mais falta. E a Banescaixa para os aposentados”, avalia Glauco Dian, da Banestes DTVM.
Maria Conceição Almeida, da Gerência de Crédito Rural, destacou que é preciso mais apoio dos colegas para fazer uma campanha forte. “O Sindicato não faz nada sozinho. Acho que as pautas importantes são saúde, a Banescaixa – porque conheço muito aposentado que não tem plano de saúde porque não consegue pagar – e que o banco continue pagando sua contribuição para a Fundação Banestes quando o funcionário se aposenta e continua trabalhando”, afirmou.







