Em negociação que só acabou por volta das 5 horas da manhã de hoje, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) encerrou a conversa mantendo a proposta para a categoria bancária de perda inflacionária em 2022 e sem aumento real para 2023.
O Comando Nacional dos Bancários informou que os 6,73% de reajuste salarial, que correspondem a 75,8% da inflação, considerando a projeção em 8,88% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de agosto de 2021 a setembro deste ano, já foram rejeitados nas assembleias da última sexta-feira, 26, em todo o país.
A representação dos bancários permanece em plantão na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, aguardando uma proposta decente dos banqueiros. A previsão é a realização de assembleias nesta quarta-feira, 31, ou a qualquer momento, pois a categoria está em estado de assembleia permanente para votação de eventual nova proposta ou deflagração de movimento grevista.
A data-base dos bancários é 1º de setembro, próxima quinta-feira, quando a nova Convenção Coletiva deveria entrar em vigor. No entanto, os bancos, que integram o setor mais lucrativo da economia brasileira, deixaram para a última hora a apresentação de proposta econômica, e vieram com índices rebaixados. E mais: não apresentaram proposta global para contemplar as reivindicações de saúde e condições de trabalho, combate ao assédio moral e sexual, teletrabalho e fim das metas abusivas.
A postura intransigente dos banqueiros empurra os bancários para a greve.

