A semana começou com mais uma rodada de negociação frustrada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As cláusulas sobre condições de trabalho, com o fim do assédio e da cobrança de metas abusivas voltaram a ser discutidas. Os representantes dos bancos negaram a todo momento que o adoecimento psíquico dos bancários está diretamente ligado à gestão opressora adotada pelos bancos e não apresentaram nenhuma proposta para as reivindicações da categoria.
Para embasar a negativa, a Fenaban contratou uma consultoria que apresentou dados fundamentados em números dos próprios bancos. Os números foram levantados pelo setor de Recursos Humanos dos bancos, sem envolvimento direto com os bancários. Os dados diferem em muito da Consulta Nacional 2022 realizada pela Contraf, respondida por mais de 35 mil bancários: 77% acreditam que a cobrança excessiva pelo cumprimento de metas causa cansaço, fadiga e preocupação constante; 54% relatam que causa desmotivação, vontade de não ir trabalhar, medo de estourar; 51% apontam as metas como causa de dor, formigamento nos ombros, braços ou mãos; 44% que causam crise de ansiedade e pânico.
“A Fenaban não ouviu os bancários, desconsiderou totalmente a pesquisa realizada pela Contraf e até mesmo os dados oficiais do INSS, que apontam um aumento do adoecimento da categoria. Nossa luta é por condições dignas de trabalho, pelo respeito à saúde e à vida dos bancários e das bancárias. O atual modelo de gestão dos bancos é adoecedor e está cada vez mais insustentável. Queremos uma proposta decente que atenda às reivindicações da categoria”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES Carlos Pereira de Araújo (Carlão), que compõe o Comando Nacional dos Bancários.
O tema volta a ser discutido na próxima rodada de negociações, que será realizada na quinta-feira, 18.
Teletrabalho
Além do debate sobre metas e condições de trabalho, também foram discutidas as cláusulas de teletrabalho. A Fenaban apresentou uma proposta rebaixada que foi rebatida ainda na mesa pelo Comando Nacional. Os representantes dos bancos se comprometeram a rever as cláusulas e apresentar novo texto na próxima rodada.
Mobilização
Carlão alerta os bancários e as bancária sobre a urgente necessidade de mobilização e engajamento de todos para pressionar os bancos a atender a minuta de reivindicações:









