Os financiários vão receber um reajuste salarial de 5,52%, retroativo a 1º de junho de 2025. O aumento é resultado da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE) nos últimos 12 meses, que ficou em 5,20%, somada a 0,3% de aumento real, conquista garantida na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2024-2026), válida por dois anos.
Além dos salários, diversas verbas foram reajustadas, como pisos salariais, gratificações, auxílios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Confira alguns exemplos atualizados:
- Piso de Escritório: R$ 3.226,97
- Piso de Caixa e Tesoureiro: R$ 3.407,86
- Gratificação de Caixa: R$ 789,68
- Adicional por Tempo de Serviço: R$ 45,90 por ano
- Auxílio-Refeição (unitário): R$ 53,83 — valor mensal estimado em R$ 1.184,26 (considerando 22 dias úteis)
- Auxílio-Alimentação (mensal): R$ 858,30
- Auxílio-Creche/Babá: R$ 565,90
- Auxílio-Funeral: R$ 1.837,84
- PLR (parcela adicional fixa): R$ 800,34
- Antecipação da PLR: R$ 2.401,05
“Esse reajuste representa o acordo conquistado em 2024 e que vale por 2 anos. Essas garantias previstas em Convenção Coletiva pros financiários são importantes principalmente na defesa de direitos, como por exemplo, não perder para a inflação”, pontua Fabrício Passos Coelho, diretor do Sindicato dos Bancários/ES.
Para a secretária de Organização do Ramo Financeiro, Magaly Fagundes, “o reajuste salarial e das verbas adicionais é um tema de extrema importância para os trabalhadores, pois busca corrigir os salários de acordo com a inflação e, sempre que possível, garantir um aumento real, que vai além da simples reposição, preservando o poder de compra”, afirmou.
Mudança na data-base
A Campanha Nacional de 2024 também definiu uma alteração importante: a partir deste ano, a data-base da categoria passa a ser em outubro, e não mais em junho. Por isso, em 1º de outubro de 2025, os salários praticados em 30 de setembro de 2025 serão reajustados novamente, com base no INPC/IBGE acumulado de junho a setembro de 2025, acrescido de 0,3% de aumento real, conforme previsto na nova redação da Convenção Coletiva.
De acordo com Fabrício, essa foi uma conquista importante para os financiários, já que a data base sendo em outubro garante mais celeridade nas negociações. “Com a data base em junho, todo ano de acordo coletivo, os bancos – que são determinantes na mesa de negociação porque são donos das grandes financeiras – nos enrolavam até o fechamento do acordo com os bancários, que só acontece em setembro. Então, agora não haverá motivo para enrolação, já que a data base foi alterada para outubro”, ressalta Fabrício. O dirigente destaca ainda que o maior desafio agora é o avanço da precarização no setor. “Agora nosso grande desafio é conter o avanço da precarização do setor que está bem mais avançada que dos bancários. Organizar os trabalhadores financiários que estão fora do acordo coletivo é um grande desafio nosso, tanto local, quanto nacionalmente”, avalia Fabrício.
(Com informações da Contraf)









