Em mesa de negociação com a representação do Banco do Brasil nesta quarta-feira, 27, a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) cobrou a contratação de mais bancários por meio de concurso público, com a posse dos aprovados no último certame e a realização de novas seleções, de forma a resolver o déficit de pessoal no banco e atingir o patamar de 10 mil trabalhadores.
A CEBB também reivindicou o fim da terceirização dos serviços, que vem sendo utilizada, inclusive, de forma ilegal, com correspondentes bancários atuando dentro das agências e utilizando equipamentos do banco, o que contraria a Resolução 4.935 do Banco Central (Bacen).
Os representantes dos trabalhadores denunciaram ainda o aumento de casos de funcionários impedidos de assumir promoções, o que tem relação com carência de pessoal.
Respostas do banco
O banco disse reconhecer que os correspondentes bancários não podem atuar nas dependências do banco e que irá averiguar as denúncias.
Sobre o aumento de contratações para 10 mil novos funcionários, o BB afirmou que precisaria de autorização da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest). O teto de contratações hoje permitido pela entidade é de 94.955. Atualmente o BB tem 89.173 funcionários no BB. “O BB precisa solicitar o aumento desse teto, como já aconteceu no passado”, afirma diretora do Sindibancários/ES Bethânia Medeiros, que participou da negociação.
Segundo dados apresentados pelo BB, foram aprovados no último concurso 4.500 candidatos. Desse total, 2.977 já tomaram posse e outros 849 devem entrar no banco até o final do ano. Houve 300 desistências, 90 pediram demissão após a posse e outros 32 foram desligados no período de experiência.









