A Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil) apresentou ontem (9) mais um resultado operacional negativo do plano “Associados”. O balanço diz respeito aos primeiros 11 meses de 2021 e mostra uma diferença de R$ 124 milhões nas contas.
Os números evidenciam o abandono da Estratégia Saúde da Família (ESF) pela atual gestão e o acúmulo de “Despesas Assistenciais” no período. O resultado, quando analisado também em relação com a terceirização dos serviços prestados, é produto do conluio da atual gestão com a administração do BB.
Ainda que afirme ter resolvido as contas da Cassi, a atual gestão insiste em continuar onerando os associados em sua aliança com o banco. “É importante lembrar que, desde 2007, mantém-se a taxa de contribuição do BB em 4,5% enquanto as sucessivas mudanças estatutárias impõem mais participação do contribuinte, como a ocorrida em 2019”, aponta a conselheira fiscal dos Bancários, Goretti Barone.
Abandono do ESF não faz sentido no cuidado e na gestão
Além de garantir o atendimento qualificado dos associados e, com isso, oferecer condições para minimizar custos a médio e longo prazo, a Estratégia Saúde da Família foi abandonada pela atual gestão. Isso mesmo com as recomendações apresentadas na última consultoria administrativa realizada pelo plano (Accenture em 2017), que recomendou investimento na estratégia como forma de reduzir custos e qualificar os serviços prestados.
Déficit mesmo com queda das despesas e aumento da receita
As despesas da associação vem diminuindo com a pandemia de Covid-19. O resultado operacional apresentado no último novembro foi positivo quando excluída a taxa de administração da Cassi e pode ser aferida na seção “Outras Receitas Operacionais”. Apesar do saldo positivo de R$ 122 mil, a taxa relativa ao déficit operacional chegou aos R$ 124 milhões.
Para a conselheira, o déficit deve-se à visão de mercado da nova administração da Cassi. “As despesas da associação vem diminuindo com a pandemia de Covid-19. E ainda que o novo modelo de custeio tenha repassado para a entidade R$ 2,5 bilhões em 2021, a partir do modelo aprovado em 2019, a atual gestão da Cassi aumentou a coparticipação e as despesas dos associados”, explica Barone.








