Na última sexta-feira, 11, em mais uma rodada de reunião do Grupo de Trabalho (GT) do Saúde Caixa, o banco, atendendo a uma demanda recorrente da representação dos empregados, apresentou os números que compõem o custo administrativo do plano de saúde. Segundo a Caixa, o gasto total é de R$ 124,16 milhões, sendo R$ 56,2 milhões com pessoal e infraestrutura, R$ 31,1 milhões com empresas de auditoria médica, R$ 21,8 milhões com tributos do INSS e R$ 6,02 com sistemas (veja quadro abaixo).

Para Lizandre Borges, diretora do Sindicato dos Bancários/ES e integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, a transparência é imprescindível para avançar nas discussões sobre o Saúde Caixa. Segundo ela, a Caixa ainda precisa aprofundar o nível de detalhamento dos dados, mas foi um começo. “O acesso amplo e irrestrito aos números nos permitirá entender os gastos do plano com mais propriedade e apontar soluções”, afirma.

A dirigente do Sindibancários lembra que as mudanças estatutárias que começaram em 2017, e se intensificaram com as resoluções da CGPAR, em 2021, foram impondo ajustes no plano sempre desfavoráveis aos empregados e encolhendo a participação da Caixa. “As mudanças introduzidas no plano a partir de 2021, impostas pelo Conselho de Administração da Caixa, trouxeram retrocessos como por exemplo o teto de 6,5% sobre a folha e a transferência do custo de administração para os empregados”. Esse gasto com despesa administrativa, que passa dos R$ 124 milhões, destaca Lizandre, precisa voltar a ser assumido pela Caixa. Ela acrescenta que o Sindicato dos Bancários sempre se posicionou contra as mudanças no Saúde Caixa. “Sempre nos posicionamos contra, porque tínhamos consciência de que a Caixa queria retirar direitos e reduzir seus gastos com o plano, transferindo essa conta para os empregados”, recorda.

Auditorias
Na reunião. após a representação dos empregados questionar os custos da auditoria médica (R$ 31,1 milhões), o banco informou que atualmente existem nove contratos de auditorias, sendo executados por três empresas distintas, mas que há uma proposta de alteração em estudo, iniciada há dois anos, para ampliação dos serviços prestados.

A coordenadora da CEE-Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, disse que os empregados não tinham informações sobre esta proposta em estudo para os serviços de auditoria. “Vamos buscar mais informações para nos aprofundar no assunto”, disse a coordenadora da CEE.

Próxima reunião
A próxima reunião do GT Saúde Caixa está marcada para terça-feira (15). A reunião será presencial, em Brasília.