O Itaú Unibanco anunciou nesta semana o lançamento do Itaú Emps, um banco digital dirigido a empreendedores com pequenos negócios e profissionais autônomos. Na nova plataforma não há espaço para humanos. O banco utilizará inteligência artificial generativa para auxiliar na gestão financeira dos negócios desse público.
Assim, orientações a clientes sobre gestão do negócio, aplicações e análises de tendências deixam de ser dadas por humanos, gerentes do banco em geral, e passam a ser fornecidas por inteligência artificial conforme o perfil do cliente.
O aplicativo vem sendo desenvolvido há dois anos e, segundo o banco, não vai substituir o Itaú Empresas, que atende contas de pessoa jurídica, com estrutura de agência. Já o Itaú Emps é um autosserviço, com atendimento virtual por robô.
O coordenador-geral do Sindicato, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), lembra que a adoção de inovações tecnológicas no mundo do trabalho não é algo novo, vem desde a invenção da máquina a vapor. “O que nós reivindicamos é que as novas tecnologias também estejam a serviço do ser humano, do bem-estar social, não apenas dos lucros como é a lógica no sistema capitalista”, afirmou. Nesse sentido, avalia Carlão, é mais necessário do que nunca reforçar a luta pela redução da jornada para quatro dias de trabalho e três de descanso, como está na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/25, que está na Câmara Federal.
Carlão destaca que, em geral, as tecnologias são utilizadas para dar celeridade aos processos, o que pode trazer mais adoecimento para os trabalhadores devido ao ritmo de trabalho, competitividade predatória e as metas, sempre maiores. “O que nós reivindicamos é ter também um ganho social com a tecnologia, que o nível de emprego seja mantido e que haja melhorias nas condições de trabalho e no atendimento à população. Não somos contra a ciência e a tecnologia, mas precisamos ter um ganho social”.

