Com lucro líquido de R$ 4,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, a Caixa segue sem investir no avanço dos direitos trabalhistas. O lucro é 3,2% maior o registrado nos seis primeiros meses do ano passado; apenas de abril a junho, a instituição lucrou R$ 2,6 bilhões, uma alta de 40,9% sobre o mesmo período de 2022.

De forma incansável, os empregados e empregadas permanecem na luta em defesa da Caixa 100% pública e se dedicam para manter o banco cada vez mais forte e lucrativo, garantindo mais investimentos em políticas públicas. Mesmo sendo os responsáveis pela alta rentabilidade do banco, os bancários e as bancárias estão sendo submetidos a condições de trabalho degradantes, com pressão para o cumprimento de metas e sobrecarga de trabalho.

“O lucro da Caixa não pode ser construído à base da exploração, do sofrimento e do adoecimento de toda categoria. Esperamos que a Caixa reconheça a dedicação e o trabalho dos empregados e garanta, o mais rápido possível, melhores condições de trabalho, em que a saúde e a vida dos bancários estejam em primeiro lugar. É para isso que estamos lutando”, destaca o dirigente do Sindibancários/ES, Igor Bongiovani.

Como exemplo, Bongiovani cita a situação dos avaliadores de penhor que adoecem por não ter sequer material e equipamentos adequados para realizar seu trabalho. Os avaliadores lidam com ácidos e materiais corrosivos para fazer a raspagem e avaliação de metais como ouro.

Igor explica que as condições precárias de trabalho são um grande problema, e que havia expectativa de resolução dessa questão neste ano com a entrada de Maria Rita Serrano na presidência da instituição. “Alguns problemas vêm sendo resolvidos, mas, na nossa avaliação, de uma forma muito tímida. Está aquém do que deveria ter sido feito em oito meses de gestão”, aponta Bongiovani.