O Itaú anunciou nessa segunda-feira, 8, o resultado do 2º trimestre: R$ 7,43 bilhões. No comparativo com o mesmo período do ano passado (R$ 7,56 bilhões), houve um ligeiro recuo de 1,6%. Entretanto, na soma dos dois primeiros trimestres do ano o resultado chegou a R$ 14,17 bilhões – aumento de 9,2% em relação ao 1º semestre de 2021. O lucro apurado no 2º trimestre deste ano é o quarto melhor no comparativo com todos os trimestres desde 2016.

“Os números são inequívocos. O maior banco privado do país passou imune à pandemia, não sentiu os efeitos da guerra na Ucrânia e tampouco se abalou com a crise econômica, responsável pela alta da inflação, pelo aumento do desemprego e geração de empregos precarizados, pela fome e miséria. Por mais contraditório que possa parecer, os bancos são um dos únicos setores da economia que ganham sempre: com crise ou sem crise”, afirma o diretor do Sindicato dos Bancários Idelmar Casagrande.

Se o lucro líquido recuou 1,6%, o recorrente, que contabiliza as receitas extraordinárias, cresceu 17,4% em relação ao mesmo período de 2021, totalizando R$ 7,67 bilhões. O valor superou as previsões do mercado para o trimestre.

Com relação às receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias, o Itaú apurou R$ 10,49 bilhões, alta de 7,4% no trimestre e de 8,3% em 12 meses. Já as despesas gerais totalizaram R$ 13,31 bilhões, alta de 4% no trimestre.

“É importante lembrar que o Comando Nacional dos Bancários acabou de entrar nas rodadas de negociações das cláusulas econômicas com a Fenaban. Os números, mais uma vez, se explicam por si só. O valor apurado somente com as tarifas e os serviços bancários praticamente cobre as despesas administrativas, onde estão embutidas as despesas com pessoal”, adverte o diretor sindical.

Os resultados do primeiro semestre deste ano, destaca o dirigente, sinalizam que o banco pode superar o recorde histórico apurado em 2021, quando o Itaú registrou mais de R$ 26 bilhões de lucro (veja histórico de lucro na tabela acima). “O lucro do Itaú, e dos bancos em geral, demonstra que as reivindicações apresentadas pelos bancários à Fenaban, de reposição da inflação, mais aumento real de 5%, são justíssimas. As instituições financeiras brasileiras são historicamente privilegiadas pelas políticas econômicas e blindadas às crises. Por isso precisamos da mobilização e do apoio dos bancários e das bancárias para lutarmos por uma fatia mais justa desse bolo”, finaliza Idelmar.