A Caixa Econômica divulgou nesta quarta-feira, 19, o resultado de 2019. O banco registrou lucro líquido de R$ 21,1 bilhões, crescimento de 103,3% na comparação com 2018, quando o banco apurou R$ 10,4 bilhões. Já o lucro líquido recorrente foi de R$ 14,7 bilhões em 2019, com crescimento de 20,6% sobre 2018. O resultado recorde foge da curva de lucros do banco nos últimos cinco anos, que foi em média de R$ 8,24 bilhões.

A diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges, pondera o lucro recorde de 2019. Ela afirma que o resultado foi inflado por mais de R$ 15,5 bilhões referentes às vendas de ativos. “Só com a venda da participação na Petrobras a Caixa apurou R$ 7,3 bilhões”, assinalou Lizandre.

Ela acrescenta que esse resultado inflado com a venda de importantes ativos dos bancos deve ser interpretado com preocupação. “O banco está sendo vendido aos poucos. Esse esvaziamento vai comprometer os resultados da instituição num futuro bem próximo”.

Lizandre afirmou ainda que essa parece ser exatamente a estratégia da direção do banco, que está sendo reestruturado para se alinhar ao varejo. “A direção do banco quer afastar a Caixa do seu propósito social para transformá-la num banco varejista. Os brasileiros precisam da Caixa como um banco voltado para políticas públicas como habitação, saneamento, educação, linhas de crédito acessíveis às classes menos privilegiadas. Esse é o papel da Caixa: único banco 100% público com foco no desenvolvimento social. O propósito da Caixa é fomentar políticas públicas e não acumular lucro”, sublinhou Lizandre.

BANESTES REGISTRA LUCRO RECORDE E COMEMORA RESULTADO COMO BANCO PRIVADO
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