O 52º pedido de impeachment do presidente Bolsonaro foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, nessa terça-feira, 14. Com mais de 130 páginas, o pedido de impedimento do presidente da República se fundamenta em quatro eixos: crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos pelo presidente contra o livre exercício de direitos políticos, sociais e individuais; contra a probidade da administração pública; ameaça a outros poderes e crimes contra a segurança interna do País, relativamente à pandemia do novo coronavírus.
Antes da entrega do documento, um ato simbólico reuniu cerca de 200 pessoas em frente ao Congresso Nacional. Com faixas, bandeiras, cartazes e cruzes de madeira, os manifestantes lembraram as vítimas da covid-19. Também participaram do ato indígenas e integrantes do movimento LGBT.
O pedido de impeachment de Bolsonaro é resultado de uma grande frente de mobilização em defesa da democracia e pela cassação da chapa Bolsonaro-Mourão. Na última sexta-feira, 10, o Dia Nacional de Mobilização promoveu atos pelo #ForaBolsonaro nas principais cidades do país. O documento é assinado por mais de mil organizações, entre entidades sindicais, associações populares e estudantis e partidos políticos de oposição.
O diretor do Sindicato dos Bancários/ES e membro do Comando Nacional, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), afirma que apoiar o impeachment de Bolsonaro é, primeiramente, um ato em defesa da vida, dos trabalhadores e da democracia. “São quase 2 milhões de infectados e mais de 74 mil brasileiros e brasileiras mortos pela covid. Não podemos tolerar essa política genocida que mata em média 1,3 mil pessoas por dia neste país. Esse é um dos crimes de responsabilidades, descrito no pedido de impeachment, cometidos todos os dias por Bolsonaro”, ressalta o dirigente.
Além de se manter omisso em relação à defesa da vida, afirma Carlão, Bolsonaro ainda zomba das recomendações da comunidade científica, incentivando a quebra do isolamento social e o não cumprimento das medidas sanitárias de prevenção da doença como, por exemplo, o uso de máscaras. “Vamos acompanhar e pressionar os deputados para que o 52º pedido de impeachment avance finalmente na Câmara. Por isso é muito importante a mobilização popular. Precisamos parar esse genocida. E só há um caminho: a luta”, adverte Carlão.
(Leia a íntegra do pedido 52º pedido de impeachment do presidente Bolsonaro)
Foto capa: Gabriel Paiva/Fotos Públicas









