Nos últimos seis anos mais de 17 mil bancários e bancárias foram desligados da Caixa. De acordo com os balanços divulgados, o banco passou de 101.484 trabalhadores em 2014 para 84.320 em junho deste ano. Uma queda de mais de 20%. Esse deficit vem aumentando ano a ano e o banco não tem feito reposições. “Só este novo PDV deve desligar mais de 7 mil empregados até o final de dezembro. De 2014 para cá só temos perdas e não temos praticamente contratações”, critica a diretora do Sindicato dos Bancários/ES Lizandre Borges.

A dirigente enfatiza que a Caixa precisa convocar urgentemente os concursados do certame de 2014. “São mais de 20 mil concursados que aguardam a contratação. Com uma taxa de desemprego de mais de 14% seria bastante oportuno se a Caixa chamasse essas pessoas”. Lizandre acrescenta que o deficit de pessoal tem causado adoecimento físico e mental nos empregados, que estão há anos trabalhando no limite.

“A Caixa vem desligando seus empregados mas a demanda de trabalho vem aumentando ano a ano. Mesmo com toda essa defasagem os bancários e as bancárias da Caixa estão absorvendo essa demanda exponencial de atendimentos durante todo a pandemia. Essa sobrecarga desumana de trabalho deixa sequelas na saúde dos empregados. Por isso a mobilização em propor um abaixo-assinado pedindo novas contratações é tão importante”, enfatiza a dirigente.

Apoie e fortaleça essa campanha! Acesse aqui e assine o abaixo-assinado em apoio a mais contratações na Caixa

Pandemia

Na pandemia, mais de 100 milhões de pessoas tem passado mensalmente pela Caixa, entre beneficiários auxílio emergencial, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm). Os empregados têm atuado incansavelmente para garantir o atendimento a toda a população.

“Além da absurda demanda comprovada pelos números, que impõe jornadas extenuantes, os empregados têm sofrido assédio institucional, porque o banco não deixou de cobrar, registre-se, de forma abusiva, a entrega de metas”. Lizandre afirma que a Caixa não pode simplesmente virar as costas para o problema. “Não existe plano B para esse problema de deficit de funcionários. A saída de empregados se resolve com reposição já que não houve queda da demanda. Ao contrário, o trabalho aumentou. A população que procura a Caixa é testemunha.”

Números da Caixa

Enquanto o deficit de empregados cresce, as contas e atendimento também aumentam. Entre 2014 e 2020, as contas de clientes Pessoa Física e Pessoa Jurídica cresceram consideravelmente, saltando de 70,3 milhões para 128 milhões, um aumento de 82,11%. O indicador de quantidade de contas por empregado mais que dobrou, aumentando de 693 para 1.519.

Confira abaixo o número de empregados da Caixa ao longo dos anos:

2010 – 83,2 mil

2011 – 85,6 mil

2012 – 92,9 mil

2013 – 98,2 mil

2014 – 101,5 mil

2015 – 97,5 mil

2016 – 95 mil

2017 – 87.654

2018 – 84.952

2019 – 84.066

2020* – 84.320 (*dados do segundo trimestre 2020)

(Com informações da Fenae)